domingo, 29 de janeiro de 2012

Gravidez na adolescência - Triste realidade

No mundo secular é cada vez maior o número de adolescentes grávidas. Segundo dados do Instituo Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE, desde 1980, o número de adolescentes entre 15 e 19 anos grávidas aumentou 15%. Só para se ter idéia do que isso significa, são cerca de 700 mil meninas se tornando mães a cada ano no Brasil. Desse total, 1,3% são partos realizados em garotas de 10 a 14 anos. Os dados são assustadores e comprovam que apesar dos tempos modernos, muitos jovens ainda engravidam precocemente. Mas, e nas igrejas? Como os jovens cristãos estão se comportando diante do namoro e do sexo?

Sabemos que o a namoro sempre existiu em diversas culturas através dos tempos. É uma ótima oportunidade de se conhecer melhor, e, com mais intensidade, alguém que pretendemos ter um relacionamento sério, que leve ao casamento. O problema é que muitos jovens hoje namoram demais. Acaba virando um vício. Não conseguem ficar sem namorar.

Termina um relacionamento e já começa outro. Assim, acaba o namoro e surge o “ficar” Com isso, o namoro perde sua identidade. A prática do “ficar” é a confirmação da falta de respeito de um pelo outro, pois duas pessoas se abraçam, beijam, e até praticam ato sexual, cientes de que não têm compromisso de se encontrarem novamente.

Para a Psicóloga e Sexóloga Marluce Nery, o grande problema é a falta de orientação dos pais. Muitos têm vergonha de conversar com os filhos sobre sexo. Com isso, os jovens vão buscar orientação de modo errado; através da Internet, televisão e até com outros amigos. “É preciso falar sobre a genitália, a masturbação, os limites do namoro, e até mesmo das mudanças fisiológicas que ocorrem em seu corpo. Informar de maneira bem clara”, diz a Psicóloga. Hoje a sexualidade está sendo veiculada nos meios de comunicação de forma distorcida. Mas se a menina e/ou menino são instruídos no seu lar, vão saber ter um namoro santo: evitar beijos ardentes, roupas mais sensuais, toques nas partes íntimas e, por último, o ato sexual.


O sexo antes do casamento traz conseqüências desastrosas: culpa, relacionamento sexual sem preparo, doenças sexualmente transmissíveis, além de uma gravidez indesejada.
Uma gravidez precoce põe em risco tanto a mãe quanto o recém-nascido. Isso porque na faixa dos 14 anos a mulher ainda não tem uma estrutura óssea e muscular adequada para o parto.

Outro problema é o medo da gravidez. Muitas quando descobrem que estão grávidas preferem o aborto clandestino. Vera cita um caso de uma menina com 16 anos e o rapaz com 17, que namoraram e transaram antes do casamento, que resultou numa gravidez.

Com medo de contar para a família, tomou um remédio abortivo e quase morreu. ”É comum, quando acontece isso, optar pelo aborto para esconder da família e da igreja”, diz a psicóloga. Segundo dados da Organização Mundial de Saúde, dos 4 milhões de abortos praticados por ano no Brasil, 1 milhão ocorrem entre adolescentes.

Na visão da sexóloga, tudo isso poderia ser evitado se houvesse mais informações dentro de casa e também nas igrejas. A sexualidade precisa ser mais divulgada nas igrejas. Ainda há muita censura. O sexo é tratado como se fosse sujo . É necessário dar mais importância a esse tema, organizando palestras com profissionais especializados e qualificados, com o objetivo de orientar às famílias. “Enquanto os pastores falam esporadicamente do assunto, o Diabo vai ganhando terreno através dos meios de comunicação, conclui Vera.

O pastor Aguinaldo Neves, da Assembléia de Deus, diz que na sua igreja o assunto é abordado de acordo com a necessidade dos membros. “Procuramos esclarecer as dúvidas dos jovens da melhor maneira Possível. Ou seja, usando a bíblia como referência e dentro de uma realidade. “Damos orientação aos nossos adolescentes na sua vida pessoal, sexual e amorosa” comenta o Pastor

E para você que ainda não achou sua cara metade, aí vai algumas dicas do pastor: em primeiro lugar, o adolescente deve buscar a orientação de Deus. Saber se é da vontade de Dele. Em seguida, obter informações a respeito da pessoa. E, por último, investigar se há uma estrutura familiar para assumir um compromisso mais sério. “Não incentivamos o ficar, ensinamos nossos jovens a ter um relacionamento para namoro, noivado e casamento. As famílias têm sido destruídas por falta de informação", finaliza Aguinaldo.
Uma resposta para Jovens e Pais.Ministério Anel de Prata

Elnet.com.br
Reportagem por
Eliane Ferreira

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Avivamento na família

Forças hostis e tenebrosas conspiram contra a família e a encurralam de todos os lados, com o firme propósito de desestabiliza-la e destrui-la. Há uma orquestração do inferno para dinamitar os alicerces desta instituição divina. Torpedos mortíferos estão sendo lançados sobre o lar nesta virada de milênio. Crises gigantescas e medonhas garroteiam a família e a estiolam. Tempestades borrascosas assolam-na com desmesurado rigor. A família tem se transformado, muitas vezes, em campo de guerra, em arena de brigas e mágoas e em cenário de decepção, desencanto e traição.

Em muitos lares a alegria da comunhão já morreu, o diálogo acabou, o fogo da devoção a Deus se apagou e o altar do culto doméstico está em ruínas, coberto de cinzas. A família está sendo invadida por valores relativos e mundanos e envelopada pela mídia hedonista que despeja sobre os lares um veneno devastador e mortal. Muitos casamentos estão naufragando, vitimados pelo acidente trágico do divórcio, causado pela infidelidade, pela decepção e pela falência dos sonhos de uma vida feliz, deixando feridas profundas na vida dos filhos, que vivem o drama de serem filhos órfãos de pais vivos, afastados de seus pais, guando mais precisam deles.

Nesse contexto de convulsão social, da falência da virtude, do desbarrancamento da piedade, é necessário buscar a Deus, clamar por um avivamento na família, pois cremos que só em Deus está a cura e a restauração para ela. Deus pode pegar um vaso quebrado e fazer dele um vaso novo, pode soprar no vale de ossos secos e levantar daí um exército. Deus pode curar feridas, restaurar casamentos, converter o coração dos filhos aos pais, derramar amor no coração dos cônjugues, capacita-os para perdoar e dar-lhes uma nova disposição para investir tudo na restauração da família.

Chamo sua atenção para uma família que foi bombardeada pela fúria de Satanás. Trata-se da família de Jó. Ele era um homem bem sucedido. Realizado financeiramente. Tinha uma vida moral ilibada. Era elogiado por Deus. Era um pai extraordinário que tinha boa comunicação com os filhos e orava por eles constantemente às madrugadas. Satanás, porém, questionou a integridade de Jó e Cristo permitiu que ele fosse provado. Satanás atingiu as cinco áreas vitais da sua vida:

- Finanças
- Filhos
- Saúde
- Casamento
- Amizades

Jó perdeu todos os seus bens. Ele foi à falência. Ele ficou arruinado financeiramente. Depois desse esbarro desinstalador, ele ainda perdeu seus dez filhos, esmagados e soterrados por um terremoto, num dia de festa e celebração da família. Esse pai, com o coração apertado vai para o cemitério sepultar todos os seus filhos num único dia. Se isso não bastasse, seu corpo foi ferido dos pés a cabeça por uma enfermidade devastadora. Tumores malignos cobriram a sua pele. Seu corpo apodrecia. Ele raspava suas feridas com cacos de telha. Da sua pele enegrecida e do seu corpo encarquilhado exalava-se um mau cheiro repugnante.

As pessoas o praguejavam e cuspiam nele. Sua dor era atroz. Seu choro era constante. Desejou morrer antes de ter nascido. Amaldiçoou o dia do seu nascimento e suspirou ter encontrado os seios da sua mãe secos de leite, para morrer de fome na sua infância. Mas, a fúria de Satanás ainda ardia contra Jó. Agora, seu arquiinimigo joga a sua esposa contra ele. Ela, desestruturada, revolta-se contra Deus. Ergue seus punhos contra os céus. Deixa de ser aliviadora de tensões para ser uma algoz do seu marido. A Jó, só lhe restavam os amigos. Eles vêm de longe, solidarizam-se com ele na sua dor, mas ao tentarem encontrar respostas para o seu sofrimento, assacam contra ele acusações pesadas e levianas. Acusam-no de adúltero, de ladrão, de opressor, de insolente, de hipócrita, de louco. Em vez de consoladores, tornaram-se carrascos.

A família de Jó estava toda arrebentada. Estava destruída. Estava no fundo do poço. Das profundezas da sua angústia, Jó ergueu ao céu dezesseis vezes a pergunta: Por que? Por que estou sofrendo? Por que perdi os meus filhos? Por que minha dor não cessa? Por que o Senhor não me mata? Por que o Senhor não responde as minhas orações? Jó lança para Deus mais de trinta vezes sua queixa amarga. Abre o seu coração, extravasa a sua dor, espreme as suas feridas e chora as suas mágoas. Como resposta às suas perguntas perturbadoras, ele só escutou o silêncio. Parecia que Deus estava distante e indiferente ao caos que havia se estabelecido em sua família. Na verdade, ninguém fez uma leitura correta dos problemas que haviam desabado sobre aquela família. A mulher de Jó ficou revoltada com Deus e pediu ao seu marido para amaldiçoá-Lo. Jó pensou que sua aflição vinha do próprio Deus, por isso capitulou-se aos queixumes. Os amigos de Jó fizeram-lhe cáusticas e falsas acusações, dizendo que ele estava sofrendo por causa de seus graves pecados.

Aquela família estava num nevoeiro denso. Estava precisando de um avivamento. Então, do meio das trevas da dor, surge a luz da esperança. Do caos brotou a restauração. Do deserto, uma fonte de esperança começou a jorrar. Deus se revelou a Jó. Mostrou-lhe sua soberania e seu controle sobre todas as coisas. Jó compreendeu que os desígnios de Deus não podem ser frustrados (42:2). O sofrimento de Jó, em vez de endurecê-lo, levou-o para mais perto de Deus (42:5). Deus converteu em benção toda maldição que o diabo lançou sobre Jó. Tudo o que o diabo tomou de Jó, Deus trouxe de volta. Deus restaurou os bens de Jó (42:10). Ele ficou o dobro mais rico. Seus negócios prosperaram. Seus empreendimentos deram certo. A bênção de Deus o enriqueceu. Deus restaurou a saúde de Jó (42:1,17). Deus o curou de todas as suas enfermidades. Ele viveu mais cento e quarenta anos e viu sua descendência se prolongar na terra. Deus restaurou o seu casamento (42:12,13). Aquela mulher amarga e revoltada foi curada por Deus e eles tiveram uma linda história de amor.

Deus restaurou os filhos de Jó (42:13-1). Deus lhe deu outros dez filhos. Agora, Jó tem dez filhos no céu e dez filhos na terra. O detalhe é que suas filhas agora são as mulheres mais bonitas do oriente.

Também Deus restaurou os amigos de Jó (42:7-9). Deus os fez ver a loucura e a injustiça que haviam cometido contra Jó. Deus converteu o choro em alegria, vale em manancial, o deserto em oásis, o último estado melhor do que o primeiro (42:12). Satanás tentou destruir Jó, mas este saiu da crise mais fortalecido, mais rico e mais perto de Deus.

Hoje Deus pode fazer também um milagre na sua vida e na sua família. Se você esta vivendo em crise, mas confia em Deus, então, deixe de murmurar, ore e esteja certo de que um milagre está a caminho. Deus quer restaurar as finanças do seu lar. Ele quer salvar os seus filhos. Ele pode curar as suas enfermidades. Ele quer abençoar o seu casamento e reconciliar você com aqueles que o fizeram e ainda o fazem sofrer. Hoje é dia de restauração para o seu lar. Agora é o tempo de buscar um avivamento para a sua família!

Autor:
Rev. Hernandes Dias Lopes: Pastor da Primeira Igreja Presbiteriana de Vitória - ES

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Vencendo as crises antes do divórcio

Alguém disse que: “o Casamento é uma fortaleza sitiada, cercada, quem está fora quem entrar, quem está dentro quer sair”. Este tem sido o versículo mais usado nos nossos convites de casamento, muitos dos quais já terminaram num Cartório. Um amor à prova de vendavais precisa de maturidade. Inspirado no amor de Deus será um amor forte, aceso e tão rico que ninguém pode comprá-lo.


Parece que nos envolvemos demais com o romantismo dos contos de fada e desprezamos o amor bíblico e maduro que fortalece os relacionamentos. Os casais precisam redescobrir este livro.


Precisamos com urgência de um programa de apoio às famílias que discuta a fundo as questões diárias que nos levam a essas crises e com coragem tratarmos da saúde conjugal afetada.


I – ESTEJAMOS ATENTOS A ALGUMAS QUESTÕES FUNDAMENTAIS


Sem vigilância mútua nosso casamento se expõe. Essa vigilância implica em avalia-ções freqüentes. Quando nos avaliamos, de algum modo corremos o risco dessa liberdade, mais vale a pena. Alguns mitos precisam ser banidos no começo da vida conjugal:


1 – Nenhum casamento vem pronto e acabado – A felicidade do casamento é artesanal e requer paciência. Durante o noivado traçamos o projeto. Agora temos a vida inteira para a construção e reformo ou aprimorar o acabamento. O amor deverá ser vivenciado pela renúncia, diálogo aberto e liberdade de expressão.


2 – Qualquer casamento está potencialmente sujeito à separação – Somos pecadores, falíveis e o Evangelho não nos isenta de tribulação. Mas alguns preferem ser ufanistas cegos que pensam que serão felizes por causa da sua fé apenas piedosa. Outros influenciados pelo pessimismo que se abate sobre as famílias desistiram na primeira dificuldade. Em ambos os casos, tem resultado uma vivência amarga, porque as fraquezas não foram tratadas com amor.


3 – Nem todos estão preparados para encarar as diferenças individuais – Nosso risco começa no noivado. Nós sabemos da diferença mas disfarçamos por causa da conquista. Não discutimos e até nem “brigamos” por essas questões e “despachamos a bagagem” para dentro do casamento. Ser diferente é simplesmente normal. No aconselhamento pré-nupcial sempre en-contramos noivos que me dizem que são “almas gêmeas”, e isso não raro, resulta em choque futuro. O segredo, para mim, consiste em tirar bom proveito dessas diferenças em função da unidade. Este é um dos grande segredos da vida conjugal.


4 – Muitas vezes os grupos de apoio são também grupos de pressão – Muitos dos casamentos que já acabados resultaram da pressão de pais, familiares, sociedade e mesmo a igreja. Mas nem sempre nós estamos convicto do que queremos. O mesmo grupo que escolhe para nós um casamento poderá nos cobrar depois o nosso fracasso. A Igreja precisa incentivar o poder in-dividual de decisão e apoiar.


II – PRECISAMOS DE SABEDORIA PARA VENCER AS CRISES


Encarar a crise como normal e que precisa ver vencida com amor é preciso identificar o ponto trazido ao casamento ou adquirido na trama doméstica da inter-relação. Falaremos de crises mas na verdade queremos falar de níveis de relacionamento. A crise vem da não compreen-são de um bom relacionamento


1 – Crise de mando e de poder – Os três Poderes em nossa casa - Talvez uma das sérias. Geralmente não resolvida no noivado vai tomando força e prejudicando a boa relação conjugal. O autoritarismo e a subserviência são dois pontos fracos. Na maioria das vezes o autoritário é machista e freqüentemente desfaçado de conteúdo bíblico. Se Deus for mesmo o Senhor da nossa família e aprendermos o que Deus ensinou ao primeiro casal sabe-remos administrar harmonicamente a nossa família.


2 – Crise de economia e finanças – o dinheiro desponde por tudo - Esta crise está intimamente ligada a de mando e poder. Se Deus for o Senhor da casa e a nossa visão de mordomia for bíblica, ninguém será sócio majoritário. Primeiro o Reino de Deus, segundo o casal harmonicamente, com sabedoria, incluindo os filhos discutirão juntos as suas decisões.


3 – Crise sócio-familiar – os demais da família - Quando dois se casam, um leque de fraternidade ou de intrigas podem estar se abrindo. O casal precisa dar espaço aos demais familiares até o limite e não interferir em qualquer decisão a ser tomada pelos dois. Muitos pais falham porque continuam a dirigir seus filhos por “controle remoto”.


4 – Crise de criatividade, falta humor e relaxamento no lazer – Em geral os noivos procuram ser criativos, cheios de bom humor e promovem seu lazer. Quando se casam, em nome de muita ocupação, ganhar mais dinheiro ou muitos cursos, enterram esta chance de vida ao casamento. Saber “quebrar o gelo” e dar um novo toque de alegria a relação conjugal é para muitos a porta da saída da crise.


5 – Crise afetivo-sexual – o que a falta de carinho pode fazer - Muitos casais se queixam sempre da famosa diferença entre ser noivo e ser casado. É como se tivessem sido enganados. Muitas promessas não cumpridas. E no afeto a crise é grande. Quando abandonamos os pequenos gestos começamos a “matar” o afeto do outro por nós. Cada um deve Ter liberdade de se expressar livremente e o outro de entender o seu gesto. As outras crises atingem a esta e quando não temos mais motivo para estarmos juntinhos e aquecidos, em qualquer idade, entramos numa área de risco e não raro tem sido aqui a porta da infelicidade. Este tratamento não tem contra-indicação, serve em qualquer idade.


6 – Crise da fé bíblica – Espiritualidade - Na verdade, a resposta à todas essas crises está na Palavra de Deus. Muitas vezes para convencer a família, igreja e pastor dizemos que estamos “no plano de Deus”, mas é o cultivo diário da Bíblia, oração em família, testemunho da palavra que manterão a família em pé. Sem espiritualismo falso.


CONCLUSÃO


Jamais minimize a crise nem a superestime. Juntos em oração, renúncia e franco diálogo, muitas crises serão vencidas. É preciso incrementar o aconselhamento bíblico da família nas igrejas e grupos de casais de mútua ajuda e que sejam confidentes.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Quem você reflete no lar?

Numa parede perto da entrada principal de um lugar histórico em San Antônio, Texas, Estados Unidos, tem uma fotografia com a seguinte legenda: “James Butler Bonham – não existe foto dele. Essa foto é de seu sobrinho, Major James Bonham, falecido, que se parecia muito com seu tio. A família colocou a foto dele aqui para que as pessoas pudessem ver a aparência de um homem que morreu pela liberdade”.

Também não existe nenhuma foto de Jesus. O jeito como ele é conhecido é por meio das pessoas que O seguem. E, não há lugar mais apropriado para demonstrar essa semelhança, e onde seja tão necessária, quanto no casamento.

O problema é que aqueles que acreditam em Deus entram no casamento sem fazer uso dos recursos e ferramentas que Ele coloca à disposição para construir a unidade em seus lares.

É como se fosse um homem que economizou cuidadosamente e fielmente o seu dinheiro por muito tempo, e finalmente foi capaz de fazer uma viagem num grande transatlântico. Por ter uma vida muito racionada em termos de dinheiro, ele conseguiu juntar dinheiro apenas para comprar a passagem. Por isso, decidiu levar com ele biscoitos salgados e queijo para se alimentar, já que não teria dinheiro para comer nos restaurantes chiques do navio.

Durante muitos dias ele se sentava em sua cabine, vendo os mordomos passando para lá e para cá, empurrando carrinhos cheios de salmão com molho de maracujá, pratos cheios de tilápias fritas, grandes bacias de saladas, frutas e comidas deliciosas. Finalmente, ele não conseguiu mais resistir.

Quando um mordomo passou por ele, o homem saiu de seu quarto, segurou o braço do garçom e disse: “Amigo, estou com muita fome. Eu trabalharei de garçom. Eu faço tudo o que for necessário, eu esfrego o convés, mas eu preciso ter um pouco de comida. Meu queijo e meus biscoitos já estão mofando, e eu preciso ter algo decente para comer”.

O garçom olhou para ele de maneira estranha, e depois de um tempo sorriu, e disse: “O senhor não sabe? Sua comida está incluída no preço da passagem!”

Muitos cristãos vivem como o passageiro daquele navio. Eles ficam comendo biscoitos salgados e queijos quando poderiam estar se banqueteando com a melhor comida. Jesus claramente disse que Ele veio para que pudéssemos viver mais abundamente. Se eu e vocês não estamos vivenciando essa abundância em nossa vida, algo está errado, não com o Senhor ou com Suas promessas, mas conosco. Seu casamento, desde o começo, precisa ter a preocupação de como vocês terão o crescimento espiritual. A intimidade espiritual do casal será a porta de entrada para uma qualidade de vida que nada mais nesse mundo pode oferecer.

O casamento foi criado por Deus, por isso o casamento não é simplesmente uma relação entre duas pessoas, mas entre três – o marido, a esposa e Deus. Se vocês falharem em crescer nesses aspectos, podem ter certeza de que seu casamento não vai adquirir o nível de intimidade e unidade que Deus planejou.

Então, como experimentar esse novo nível de intimidade? O que é necessário fazer para que haja crescimento espiritual?

Comecem refletindo sobre algo: Se Jesus Cristo vivesse a Sua vida nesse exato momento, será que ela seria diferente em algum aspecto? Se Ele fizesse o que você faz, tratasse sua esposa como você a trata, haveria muita diferença?

Por serem cristãos, você e seu cônjuge precisam lembrar que Jesus Cristo é o primeiro de suas vidas, e por isso deve ter prioridade em todas as decisões, escolhas, e atitudes do casal. Além disso, vocês são chamados para representarem a Deus em tudo o que fazem.

Como diz Efésios 5:1, na Versão da Bíblia na Linguagem de Hoje, “vocês são filhos queridos de Deus e por isso devem ser como Ele”. Devemos ser imitadores de Deus. Agir em nosso lar como Jesus agiria se aqui vivesse. Devemos ser, tal qual a história que lemos no começo, a fotografia de Jesus para que outros vejam, principalmente nosso cônjuge.

Então, como podemos fazer isso? Apresentaremos três maneiras nessa palestra, que são: ter a mesma dependência que Jesus teve de Deus, ter o mesmo espírito amor altruísta e ter a mesma disponibilidade para perdoar.

A MESMA DEPENDÊNCIA DE DEUS

Deus é nossa única Fonte de amor, vida e alegria. Somente quando vivemos em íntimo contato com Ele que podemos usufruir essas bênçãos. No entanto, por causa do pecado, e da nossa rebelião, cada um de nós parece querer substituí-lo por outras coisas. E essas coisas nunca preenchem o vazio que temos em nosso coração.

Para voltar a viver no plano de Deus, precisamos seguir o que o próprio Jesus Cristo apresentou como sendo o mais importante: amar a Deus acima de todas as coisas (Luc. 10:27). Isso significa que Ele – não seu cônjuge ou alguma outra coisa, se torna sua Fonte de alegria e amor. Você entende o amor que vem de seu cônjuge como resultante do amor de Deus por você. Isso liberta seu cônjuge da responsabilidade de realizar todas as suas expectativas, de cuidar de suas emoções e de evitar ações que o/a deixe magoado.

Isso significa que Deus vai substituir o seu cônjuge? Não mesmo! Ao invés disso, permitir a Deus agir como Deus capacita você a se conectar mais profundamente com seu cônjuge. O relacionamento familiar deve ocorrer no contexto de vidas cheias do Espírito Santo.

O apóstolo Paulo escreve no texto de Efésios 5:18: Não se embriaguem, [...] mas encham-se do Espírito. Mas, por que Paulo colocaria embriagar-se em oposição a ser cheio do Espírito? Porque ele queria ajudar seus leitores a entenderem o que significa ser cheio. Quando as pessoas se embriagam, elas ficam controladas pelo álcool. O mesmo acontece quanto ao Espírito. Ser cheio do Espírito significa que Ele controla você.

E, os resultados de ser cheio do Espírito incluem santidade e alegria. Paulo descreve isso em Efésios 5:19-20, dizendo: falando entre vós com salmos, hinos e cânticos espirituais, cantando e louvando ao Senhor no coração, e sempre dando graças por tudo o que Deus, o Pai, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo. Assim, o casamento vai continuar a ter a mesma empolgação de se início.

Além disso, ser cheio do Espírito acompanha o companheirismo com Cristo. Implica em buscar sempre a Deus, e não apenas quando o casal enfrenta momentos de crise ou emergência. Ele merece ser o primeiro e mais importante em Seu casamento. É preciso ter certeza de que Ele está pessoalmente interessado nos fatos de sua vida. Só que Ele não vai se impor a você ou aos seus familiares. Ele é um perfeito cavalheiro, aguardando ser convidado a entrar em suas vidas.

Deixar Deus dirigir a vida é ter a certeza de que Ele é real para seu casamento, que Ele vai orientá-los nas decisões da vida, e confortá-los quando necessário. Além disso, vocês sentirão Seu espírito a envolvê-los.

E, à medida que o casal se aproxima mais de Deus em oração, mais se aproximará um do outro. Uma vida significativa que é partilhada é resultado de uma oração partilhada entre indivíduos que experimentam uma união profunda com Deus.

Nossa vida espiritual afeta diretamente nosso casamento e nossa família. É a nossa falta de andarmos diariamente no Espírito que é a verdadeira raiz de nossa infelicidade no casamento.

O MESMO ESPÍRITO DE AMOR ALTRUÍSTA

Outro aspecto envolvido nesse tipo de dependência de Deus é o que trata de amar e servir como Ele o fez. O casamento é um compromisso que dura a vida inteira, e no qual homem e mulher abrem mão de todas as outras pessoas e se dedicam apenas a uma. Isso exige muito amor. Isso significa até mesmo abrir mão de interesses pessoais ou mesmo de objetivos pessoais muito desejados, mas que entrem em conflito com a realidade conjugal. Isso implica em um amor altruísta.

Nesse contexto, na vida conjugal, altruísmo é a atitude madura e amorosa de colocar os interesses do cônjuge em primeiro lugar. E é motivado pelo amor e por um senso grande de serviço. Ele não inclui recompensa ou ficar contando quantas vezes já agiu daquele jeito. Estamos falando de uma atitude de sacrifício pessoal, não de negociação de favores, o que pode se tornar uma manipulação para conseguir o que se deseja.

É importante deixar claro que viver de maneira altruísta em seu casamento não significa que sua própria vida deve ser rejeitada. Mas quer dizer apensa que todas as decisões e ações que você tiver que enfrentar, é necessária cuidadosa consideração sobre o impacto delas na vida de seu cônjuge. A fim de fazer isso, você precisa desenvolver uma excelente comunicação com seu cônjuge.

O altruísmo causa maior impacto quando é visto nas pequenas coisas do dia a dia, em virtude de sua freqüência. Coisas como dar o último pedaço de bolo para o cônjuge, lavar o carro do cônjuge quando percebe que ele/ela está sem tempo para fazer isso, lavar as roupas ou limpar a cozinha quando seu cônjuge que normalmente faz a tarefa não estiver se sentindo bem, etc, são maneiras pelas quais você pode demonstrar em pequenas coisas, a importância que a outra pessoa tem para você.

Além disso, altruísmo vai além do que lidar com coisas materiais. Um cônjuge altruísta também será generoso dando de seu tempo, e terá uma mente aberta para fazer as coisas que seu cônjuge gostaria que fizessem juntos.

Devemos nos lembrar que Jesus nos convida a colocar as necessidades dos outros como prioridade. Podemos aprofundar nosso compromisso no casamento ou mesmo mudar a dinâmica de comunicação e resolução de conflitos no casamento por meio do amor incondicional. Amar dessa maneira pode transformar não apenas o cônjuges mas principalmente a nós mesmos.

Se ambos estão comprometidos a agir de maneira altruísta no casamento, nenhum dos dois vai se sentir enganado. Cada um sabe que a outra pessoa, por meio de sua atitude e ações, está genuinamente preocupado com as suas necessidades e desejos. Agora, o problema está quando apenas um cônjuge está aplicando esses princípios ao casamento. Se for assim, a vida altruísta pode ser muito difícil no começo – alguém pode mesmo se sentir um capacho. Contudo, ser consistente em agir com altruísmo, e combinar isso com uma melhoria da comunicação, pode transformar a vida de seu cônjuge.

O modelo maior para amarmos dessa maneira, é lembrarmos como somos amados por Jesus – que nos ama sem contar o que Ele vai ganhar com isso. “Amai uns aos outros como Eu vos amei”. Devemos ter como base o amor que Jesus tem por nós. Um amor sem limite. Assim é que devemos amar nosso cônjuge que é brigão e grita com você. Ao invés de pagar com a mesma moeda, pode perguntar a nós mesmos: “O que minha esposa está precisando nesse momento?” Altruísmo aqui não diz respeito a abrir mão da dignidade ou se entregar para um abusador. É amar alguém que não esteja motivando a outra pessoa a amá-la naquele momento.

Amar como Cristo amou significa morrer para nossas próprias necessidades e nossos próprios desejos para poder encontrar uma nova vida em Jesus. Pensando mais profundamente, podemos entender que Deus nos chama para uma tarefa muito simples: cuidar das outras pessoas antes de cuidar de nós mesmos. Que tipo de pessoas seríamos se obtivéssemos tudo o que desejamos? Se nunca precisássemos nos preocupar com nada a não ser nossas próprias preocupações e desejos? Jesus nos pergunta: qual é a vantagem de obter tudo o que queremos, mas no processo perdermos a nós mesmos?

A MESMA FACILIDADE PARA PERDOAR

E, quanto ao perdão? Quais são as regras que se aplicam a essa prática? O que realmente significa perdão?

Estudando a idéia de perdão no contexto bíblico, entendemos que ele tem duas faces. A primeira, que diz respeito a “cancelar o débito, perdoar ou remir o culpado”. Esse é o sentido pelo qual todos sempre entendemos o perdão, como o entendemos. Mas, há uma segunda definição de perdão, que é abrir mão do ressentimento contra a pessoa que nos ofendeu. Isso é muito mais difícil de entender. Até somos capazes de cancelar a dívida, mas como podemos nos livrar do sentimento?

Primeiramente, precisamos entender os problemas resultantes de não nos liberarmos desse sentimento. Quando somos ofendidos de alguma forma, e mesmo que ofereçamos perdão, ainda cultivamos em nós mesmos o sentimento de querer ver a outra pessoa passar por algum tipo de castigo por ter agido daquele jeito conosco. E, dependendo dos fatores, esse sentimento pode se tornar num ressentimento ainda mais profundo. Só que, manter esse sentimento não nos serve para nada. Pode ser comparado a tomar um vidro de veneno esperando que a outra pessoa morra. Não leva a nada, e ainda assim nos deixa piores. Se não nos livrarmos do sentimento, poderemos até mesmo ter os sintomas físicos e ficarmos doentes. Praticar o segundo aspecto do perdão nos mantém saudáveis e equilibrados, e nos ajuda a manter a paz mesmo em meio à tempestade.

Mas, como obter isso? Uma das grandes dificuldades dos conselheiros matrimoniais frequentemente enfrentam é ajudar marido e esposa a encontrarem uma saída para seus ódios e ressentimentos que se acumularam com o passar dos anos. A solução quase sempre está em arrependerem-se e perdoarem um ao outro. Ressentimento e ódio levam a ações que causam ainda mais sofrimento.

O grande fator motivador dessa atitude deve ser o fato do que Deus faz por nós. Como é dito na passagem de Salmos 103:8-12, O Senhor é compassivo e misericordioso; demora a irar-se e é grande em amor. Não acusará perpetuamente, nem conservará Sua ira para sempre. Não nos trata de acordo com nossos pecados, nem nos retribui segundo nossas transgressões. Pois Seu amor para com os que o temem é grande, tanto quanto o céu se eleva acima da terra. Como o Oriente se distancia do Ocidente, assim Ele afasta de nós nossas transgressões. Deus escolhe não nos tratar como merecemos. Ele escolhe até mesmo se esquecer do mal, e não nos acusar. Ele baseia as ações em Seu amor e em Sua misericórdia.

Ainda assim devemos nos lembrar de que mesmo quando nos arrependemos e somos perdoados, ainda teremos de enfrentar as conseqüências dos atos errados que tomamos. E até, em algumas ocasiões, perdoar no sentido de cancelar a dívida não estará sob nossa responsabilidade, especialmente se o ofensor não procurar nosso perdão.

Ainda assim, Deus nos apresenta o caminho que devemos tomar: o processo de reconciliação. Porque Deus tem nos perdoado, e continua nos perdoando sempre que erramos, Ele pede que Seus filhos se reconciliem uns com os outros. Seja porque nós fomos a parte que ofendeu, ou mesmo se formos a parte ofendida, tanto Mateus 5:23-24 ou 18:15 nos dizem que somos responsáveis de buscar reconciliação. Isso mesmo, não importa quem iniciou o problema, somos responsáveis por tentar esclarecer e encerrar a discussão. Por isso, quando você ou seu cônjuge se desentenderem, você é responsável por dar o primeiro passo em busca da reconciliação. Assim fazendo, talvez a pessoa não seja completamente transformada, ou não entenda completamente o que está acontecendo, mas com certeza você experimentará a paz de Deus, que inundará o seu coração.

CONCLUSÃO

Mas, será que isso é realmente possível de colocar em prática? Será que poderemos ser vitoriosos com tudo isso? Num artigo em um jornal cristão chamado Jornal do Discipulado, contou-se a história de uma mulher que foi a uma clínica para emagrecimento para perder peso. O diretor da clínica lhe deu um espelho de corpo inteiro. Nele, ele desenhou um corpo humano, e disse: “É assim que quero que você esteja quando terminar a sua estada aqui”. O que se seguiu foram dias de intenso exercício e muita restrição alimentar, e a cada semana a mulher se colocava na frente do espelho, mas se sentindo desencorajada porque seus contornos ainda se sobressaíam à imagem no espelho, e assim ela não se encaixava no ideal proposto pelo diretor. Mas ela não desistiu, e finalmente chegou o dia em que ela se encaixou perfeitamente na imagem tão desejada.

Ser como Jesus, refletir a Sua imagem em nossa vida pode parecer uma tarefa muito árdua e difícil. Pode ser que até já tenhamos tentado isso, mas sem sucesso. Pode ser que tenhamos os melhores desejos e vontades, e façamos os melhores planos, mas estamos em débito quanto à realização dos mesmos. Se esse é o seu caso, quero lhe lembrar que o Seu casamento refletirá o amor de Deus se você O permitir encher, controlar e capacitar você a viver a vida em seu lar. Não perca a ligação com Ele, e todo lhe será acrescentado.

Que Deus abençoe sua família

Osmar Reis Junior

Psicólogo do CEAFA

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Como namorar seu marido?

Por que se preocupar em sair para namorar com seu marido?
Uma saída especial de vocês é um antídoto para a mesmice do casamento. Isso pode dar uma nova perspectiva para a vida e um para o outro. Além disso, pode ser um ótimo momento para a mulher se concentrar nos gostos, necessidades, anseios do marido, sem a visão egoísta. Planejar uma experiência com o único propósito de trazer alegria para seu marido terá um efeito saudável em você.

Além disso, seus filhos precisam ver adultos que se amam e gostam da companhia um do outro, e por isso consideram o tempo que precisam passar juntos tão importantes que adaptam suas agendas para fazer isso. Assim, você vai estar mostrando para eles que o namoro pode ser de tal forma que eles também estabeleçam altos padrões para quando eles mesmos começarem a namorar.

Namorar também serve para criar um grande número de memórias. Quanto mais memórias positivas vocês tiverem para relembrar, mais convencidos vocês podem estar quanto à percepção de que o futuro pode ser ainda melhor.

Aqui estão algumas idéias para que você possa começar a estabelecer algo que pode se tornar uma tradição muito querida:



Torne esse momento algo PESSOAL
Para transformar esse momento em algo pessoal, inclua nos planos tudo o que você souber que é da preferência de seu marido. Quem sabe jantar no restaurante preferido dele, assistir um filme com o ator preferido dele, ou parar na sorveteria que ele mais gosta e pedir aquele sabor exótico que só ele gosta. Quem sabe você tenha condição até mesmo de dar pra ele uma blusa de frio da cor e do modelo que ele mais gosta, usar o perfume e se vestir do jeito que ele prefere, ou até mesmo colocar as músicas preferidas dele para tocar no carro.

Torne esse momento algo ÚNICO

Promover um momento no qual vocês saiam da rotina e da previsibilidade da vida pode ser um presente muito revigorante para seu marido. Aqui estão algumas idéias que voce pode usar para criar um “dia de fuga”: um passeio no zoológico ou no aeroporto para observar as pessoas; visitar os pontos turísticos de sua cidade; alugar um DVD ou fita de vídeo para assistir durante a noite em sua casa; ir ao circo da cidade; dormir no quintal, e fazer de conta que vocês estão acampando.

Torne esse momento MEMORÁVEL

A memória é mais frequentemente estimulada pelos cinco sentidos. Para criar um momento inesquecível, planeje suas atividades de maneira que ele seja super estimulado pelas impressões sensoriais. Use um perfume novo, prepare um jantar saboroso, coloque para tocar um CD que ele nunca tenha ouvido, use uma roupa nova ou mude o corte de cabelo.

Use o trabalho em equipe

Sinta-se livre para envolver familiares, amigos ou até mesmo colegas de trabalho no seu programa. Voce pode descobrir quem estaria disposto a ajudar, e então criar um momento com um ambiente e pessoas inesperadas. Mas lembre-se de criar um roteiro de forma que, mesmo as pessoas sendo conhecidas, cada uma faz a sua parte, como se fossem atores.

Com os mais diferentes e deliciosos humores, e sues benefícios, essa momento maravilhoso chamado de namoro é muito valioso para ser descartado quando você entra pelo corredor. Liberte sua criatividade, e invista em sua vida.

REFERÊNCIA: FIELDS, Doug & TEMPLO, Todd. How to Date Your Husband, Partneship Magazine, July/August 1986.

domingo, 27 de novembro de 2011

O papel do sexo no casamento cristão

O mundo moderno é enfeitiçado pelo sexo. Os programas de televisão, propagandas comerciais, internet, outdoors, e até mesmo livros escolares não se cansam de falar no assunto. No trabalho, são frequentes as piadas ou conversas que tratam do tema. Esse parece ser o tópico preferido do ser humano.

Homens e mulheres possuem visões diferentes a respeito do sexo. Para eles, o sexo representa o início de uma relação íntima mais profunda. Para elas, representa a conclusão da intimidade.

Em nossa época, falamos e ouvimos sobre sexo mais do que nossos pais e nossos avós. Porém, entendemos bem menos. Por quê? Porque não paramos para pensar sobre qual é o verdadeiro significado da relação sexual em nossa vida diária. Seja sincero: o que o sexo representa para você? Já havia pensado nisso antes? E mais importante ainda: qual é o propósito de Deus com o sexo? Deus nos fez criaturas sexuais, e por essa razão, é preciso entender qual o padrão de relacionamento íntimo foi designado por Ele, ao nos criar.

Entendendo o desvirtuamento do sexo

O sentido da sexualidade do casamento tem, com o tempo, perdido muito do seu propósito original. Algumas pessoas tendem a colocar a sexualidade como o ponto principal, a razão maior para o casamento. Outros buscam colocar a sexualidade num plano mais baixo, sendo necessário apenas para a reprodução. Entretanto, uma sexualidade saudável não é algo que simplesmente diz respeito apenas ao ato sexual.

Na Bíblia, em Gênesis 2:25, há um texto que diz: “E ambos estavam nus, homem e sua mulher, e não se envergonhavam”. Refletindo sobre ele, podemos ver que quando o homem e a mulher foram criados, ambos estavam nus, e não se envergonhavam. Ambos estavam completamente expostos. Nenhum dos dois tinha nada a esconder da outra pessoa. Sua intimidade era tanta, que ambos se viam por completo, e não se envergonhavam. Não havia traumas, sofrimentos, tristezas, mágoas, nada. Eles não tinham qualquer parte um do outro que não entendiam. Estavam completamente ligados tanto emocional, quanto espiritual e intelectualmente. Tudo isso era representado pela ligação física.

Esse é o propósito de Deus para o sexo no casamento. É para ser um aspecto concreto que reflita um relacionamento de intimidade que ultrapasse a questão física. É para ser um elemento que lembre ao casal o quanto ambos estão próximos com respeito aos outros aspectos da vida. A intimidade física será satisfatória quando as intimidades sociais, intelectuais, emocionais e até espirituais estiverem de acordo. Por isso que quando um casal discute, ou quando um casal briga, não é possível para a maioria pensar em ter momentos de intimidade. As coisas precisam estar bem emocionalmente para que possam usufruir do prazer físico.

Entretanto, com a entrada do pecado, essa perfeita intimidade, essa perfeita união foi quebrada. E assim, começamos a ter vergonha, a querer nos esconder, e não sermos satisfeitos com a maneira que realmente somos. E assim vivemos até hoje.

O Sexo hoje

O problema é que com o passar do tempo, parece que o desejo sexual deixou de ser uma coisa envolvendo o relacionamento total com a outra pessoa, e passou a ser simplesmente uma satisfação de desejos físicos. Ao invés de ser uma representação da união total, passou a ser um fim em si mesmo. É por essa razão que hoje muito se fala sobre o sexo, mas sem contribuir para a felicidade do casal.

Em geral, as conversas sobre sexo são relatos factuais, ou mesmo clínicos, nos quais as pessoas se mostram cada vez mais fascinadas com o mecanismo da relação sexual. Os mais velhos não gostam de falar abertamente sobre a relação. Dão uma piscadinha de olho, falam por meio de metáforas, ou mesmo ao invés de citar as coisas, simplesmente se calam com vergonha. Já os mais novos, desenvolvem uma maneira de falar que demonstra ao mesmo tempo que se interessam, mas que nada entendem. Só que têm vergonha de perguntar a seus pais, e por isso, acabam tendo como fontes de informação seus colegas. E assim crescemos com respeito ao sexo. Apesar de vivermos numa sociedade sexualizada, pouco ou nada sabemos em realidade acerca do real propósito do sexo.

Quatro Verdades Bíblicas sobre o Sexo

Deus nos criou com o desejo sexual. Algumas pessoas pouco informadas chegam a pensar que o sexo foi o que fez Adão pecar. Mas não é isso. Deus criou o sexo para que ele completasse a felicidade no casamento.

Para alguns cristãos isso parece uma blasfêmia, por isso gostaria de apresentar aqui quatro argumentos baseados na Bíblia para comprovar isso que estou falando:


*Sexo expressa Amor. Não há palavra mais gasta e mais usada em nosso vocabulário que amor. Eu amo minha mãe, minha esposa, bolo de chocolate, e até minha roupa nova. Falamos tanto essa palavra, e em tantos contextos, que perdemos de vista o seu real sentido. Alguns até se referem ao sexo como “fazer amor”, só que na prática mesmo, só querem receber. O sexo conforme Deus idealizou é um tipo de relação que traz segurança para o casal. Por quê? Porque no sexo que Deus idealizou, cada um está preocupado em dar prazer ao outro, e não simplesmente receber. Ouvi certa vez uma pessoa dizendo que não se preocupava com o fato da mulher não ter o mesmo prazer que ele na relação. “Eu estou aqui. Se ela não conseguir, a culpa é dela”. O amor que deve realmente ser expressado na relação sexual é aquele que se preocupa com o bem estar da outra pessoa, que respeita os momentos em que ela ou ele não estão dispostos, e que também se preocupa com o antes e o depois. Toma tempo para preparar a outra pessoa, permite que o clima seja criado. E cuida de si também, se mantendo asseado(a), limpo(a), preparado(a) tanto física quanto emocionalmente.


*Sexo é Diálogo. O homem e a mulher são fisicamente atados um ao outro desde a criação. Deus criou a mulher da costela de Adão. E desde então, o homem tem nascido da mulher. Ambos estão intimamente relacionados; eles ficam incompletos um sem o outro. Por isso é besteira pensar que o casamento é simplesmente uma parceria entre duas pessoas independentes. O sexo demonstra de uma maneira física e literal que eles ainda são um. É como se fosse um diálogo físico. É uma maneira de participar completamente da vida da outra pessoa sem demonstrar medo ou egoísmo. Assim, na relação sexual, cada parceiro precisa estar sensível às necessidades da outra pessoa, pronto para responder, e paciente para deixar que a outra pessoa se expresse. E, se por acaso isso não acontece em seu relacionamento sexual, invista tempo, converse, dialogue e ore com seu cônjuge, e com o tempo Deus abençoará sua relação.


*Sexo traz Prazer. O mundo sem Deus nos faz pensar que o prazer é o único propósito do sexo. Não é. Só que parte da benção do sexo envolve prazer. E isso foi planejado por Deus. Podemos saber disso porque a mulher tem em seu corpo um órgão, denominado clitóris, cuja única função é dar prazer. Por que Deus colocaria isso no corpo feminino se ter prazer fosse um pecado? Outra maneira de percebermos isso é lermos o livro de Cantares de Salomão, no qual a relação entre marido e esposa é vividamente relatada por meio de expressões de prazer e satisfação (Ex. Cantares 1:7, 4:16; 6:3; 7:10).


*Sexo honra a Deus. Isso talvez seja a verdade mais difícil de se perceber. Muitas pessoas que têm uma visão de sexo mais profana, têm dificuldade de perceber que isso é parte da atitude de louvar a Deus. Podemos argumentar sobre isso citando o texto de I Coríntios 10:31: “Portanto, quer comais quer bebais, ou façais outra qualquer coisa, fazei tudo para glória de Deus”. Tudo o que fazemos: comer, beber, dormir, conversar com nossos amigos, os negócios, e até mesmo a relação sexual – tudo deve ser feito de uma maneira que glorifique a Deus. E esse é o teste maior do seu amor por Deus. Será que Ele é honrado pela maneira como você e seu cônjuge se relacionam? Será que os anjos podem estar presentes, cuidando de vocês, durante seus momentos de intimidade?

Muitos manuais sobre sexualidade afirmam que os métodos são muito importantes para trazer prazer. Na perspectiva de Deus, e por Sua Palavra, percebemos que os motivos são tão importantes quanto a maneira que o sexo é feito. Se um homem ou uma mulher entram na relação sexual com motivos pervertidos ou egoístas, perdem um dos presentes mais maravilhosos dados por Deus. Eles O insultam.

Deus deseja fazer da intimidade física de seu casamento a concretização da união de vocês em todos os outros aspectos da vida. Não dá para considerá-lo separado das outras partes da vida a dois. Problemas em outra área da vida, terão reflexo na relação sexual. Mas, Deus está sempre pronto a nos conceder uma sexualidade plena se O permitirmos tomar conta de nossa vida.

Que Deus abençoe sua família,

Osmar Reis Junior e Bruna Mateus Rabelo dos Reis

Psicólogo do CEAFA e esposa

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

A Família Cristã no 3º Milênio

Ao estudar a família numa perspectiva sociológica, pressupomos o fato de que toda sociedade reconhece a família como instituição e como grupo social básico. A família "é de fato a instituição à qual devemos nossa humanidade. Não conhecemos outra maneira de formar seres humanos... capazes de atuarem como homens e mulheres, os quais por sua vez formem famílias e criem filhos, senão através da família". Em toda sociedade conhecida, quase toda pessoa vive submersa em uma rede de direitos e obrigações familiares adquiridas através de um extenso processo de socialização, que inicia com o nascimento. A família não cumpre somente a função de procriar e de sustentar fisicamente o indivíduo, mas também é o principal meio de transmissão da cultura de uma determinada sociedade.
A influência da família na vida de uma pessoa é tal, que mesmo nas sociedades mais industrializadas, onde as pessoas parecem haver perdido suas raízes e aparentam viver anonimamente, tais pessoas estão em constante integração com outros membros da família. "Não importa quão educada, inteligente, importante e madura seja uma pessoa, estudos tem comprovado que ela reage igualmente à crítica dos pais ou às brincadeiras dos irmãos". Ainda quando os laços familiares são cortados por completo ou quase por completo, como acontece com habitantes da zona rural na América Latina que se mudam para as grandes cidades em busca de trabalho, a família extensa (tios, primos de 2ºgrau, etc.) assim como os compadres (um tipo de parentesco fictício), passam a ter especial importância.
A importância da família em toda a sociedade nos leva a comprovar que cumpre funções muito importantes para a vida humana e social. Vamos enumerar cinco da funções mais importantes da família em geral, explicando-as desde uma perspectiva latino-americana. Estas funções são:

1-Satisfação das necessidades sexuais
2-Procriação
3-Unidade de residência
4-Função econômica
5-Socialização das novas gerações
Em primeiro lugar, a família, por meio da relação marital, faz provisão para satisfazer as necessidades sexuais de seus membros adultos. O sexo é um impulso tão poderoso que em nenhum lugar é permitido expressá-lo sem limites estabelecidos. A expressão sexual sem limites ameaçaria as relações de cooperação necessárias dentro da família de dentro da sociedade. Em sociedades ocidentais, e sobretudo no meio ambiente cristão, a relação sexual fora do matrimônio recebe diversos tipos de sanções. Há sem dúvida sociedades e grupos humanos nos quais é dada bastante liberdade sexual aos adolescentes antes do matrimônio. Se o sexo fosse a única ou pelo menos a razão maior para o matrimônio, supomos que muitos desistiriam de casar-se. Porém sucede que não é assim. Em muitas sociedades encontramos a tendência de só conceder completa identidade adulta aos membros casados. De modo que a satisfação sexual é apenas uma das funções da família.

A PERSPECTIVA NO 3º MILÊNIO:

Dois movimentos caminham paralelos neste final de Milênio e apontam para o milênio seguinte como duas correntes que irão disputar a primazia em relação aos seus postulados:
O primeiro movimento é o da BIOLOGIZAÇÃO do sexo, ou seja, o sexo pelo sexo, desvinculado do afeto, do compromisso e da cumplicidade. Dentro desta perspectiva, há o nítido reflexo de todo o movimento de individualismo apregoado pelo NEO-LIBERALISMO. Importa é a sua satisfação pessoal, mesmo que para isto seja necessário utilizar o OUTRO, de forma mecânica e descartável. O EU é o elemento importante, tanto para homens como para mulheres. Entre os jovens esta tendência já se manifesta no FICAR, que é uma experiência sexual (nem sempre genital, descompromissada de busca do prazer do momento.
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Este movimento deve ser entendido como a seqüela de uma sociedade desesperançada, onde os ideais mais altos de igualdade, fraternidade e solidariedade foram destruídos em 2 guerras mundiais e inúmeras outras regionais e locais, por ditadores frios e impassíveis, como no caso de nossa América Latina e pela filosofia dominante do American Way of Life, no melhor modelo Bill Gates, que alcança a realização total sem necessitar do outro!
A outra corrente, que timidamente ressurge, em meio a proliferações viróticas do HIV, é o retorno ao compromisso, à moral e aos costumes do século passado, com a moral vitoriana. As campanhas de "Quem ama espera"!, surgida em meio às igrejas batistas do sul dos Estados Unidos ganha campo (mesmo aqui no Brasil - Segura o Tchan!), especialmente pelo fato de os Estados Unidos serem os campeões mundiais de vítima de AIDS, só perdendo em proporções populacionais para Uganda (pelo fato da população ser numericamente muito inferior neste país). Ainda que em um resgate de valores vitorianos, as perspectivas deste movimento ainda não tem como pano de fundo um resgate à solidariedade e ao companheirismo, mas a motivação é o medo da pandemia aidética e mais uma vez o centro é o próprio umbigo.
Em segundo lugar, a família é a unidade de reprodução. Espera-se que as relações sexuais entre marido e mulher resultem na procriação. O fato de que em toda sociedade as crianças são atendidas e cuidadas indica o fato da importância das crianças, não apenas pelo afeto natural que a relação filial produz, mas também pela necessidade de sobrevivência do grupo. Desde uma perspectiva bíblica cremos que a função de procriação posta a cargo da família corresponde à imagem de Deus no homem e à tarefa de "encher a terra, e sujeitá-la" (Gn. 1:26-28). Isto quer dizer que a procriação não é meramente uma função biológica para que a raça humana seja preservada, mas sim uma função espiritual por meio da qual os seres humanos colaboram com Deus na "criação" contínua da vida nesta terra. Por isso na tradição judaico-cristã o sexo e a procriação estão intimamente ligados ao amor, à responsabilidade, e à família.

A PERSPECTIVA NO 3º MILÊNIO:

Estão aí, recém editadas, as conclusões do HABITAT II, e a preocupação mundial no crescimento populacional e de como isto afeta as estruturas urbanas. A perspectiva é, no mínimo, sombria. O pânico geral ocorre quando nos defrontamos com modelos como o da China comunista, onde a limitação da reprodução, estabelecida por lei, se violada, leva ao infanticídio em massa (e não estamos aqui falando de abortos legais, como ocorrem nos USA e países europeus).
Uma das mais cinzentas perspectivas para o III Milênio para nós é de que possivelmente veremos limitada a liberdade de termos bisnetos (talvez já netos) em face ao crescimento populacional, salvo se emergirem catástrofes e guerras que logrem um descenso populacional.
A ingerência do Estado na política populacional na América Latina já se faz sentir através dos planos de controle familiar que tem sido propostos por legisladores no Congresso. A Igreja Católica é ainda o baluarte de maior impedimento para uma implantação de controle de natalidade a nível mundial. Em países de primeiro mundo, com a facilitação do aborto, uma propaganda massiva e a omissão de uma teologia evangélica cristocêntrica que valorize a vida, as leis são o senso comum, que na maioria da população dita que melhor é ter um animal de estimação que um filho. Mais uma vez se faz sentir a ideologia NEO-LIBERAL, centrada no indivíduo, onde a maior preocupação é com a realização pessoal da mulher profissional, com seu aspecto maternidade sendo um obstáculo para tal consecução. Além disto a ideologia hedonista da valorização do corpo e a busca da manutenção dos modelos idealizados pela sociedade tornam assustadora à mulher a idéia da disformidade no corpo que possa ser causada pela gravidez.
Em terceiro lugar, a família oferece uma unidade comum de residência. Em sociedades tradicionais é possível encontrar núcleos de convivência familiar que incluem avós, netos, tios e outros parentes. A medida que uma sociedade se torna mais industrializada, o lar inclui somente a família nuclear (pai, mãe e filhos). Na América Latina é muito comum se constatar que o lar abriga quase sempre alguém mais que os membros da família nuclear: parentes, empregados, etc. Isto provê um meio mais natural de socialização às crianças, e uma transição menos dolorosa entre a adolescência e a vida adulta. Entende-se por unidade de residência não somente o teto abaixo do qual as pessoas habitam, mas também as atividades que ali se realizam, e que dão à família um sentido de grupo. A família como "comunidade de mesa" cumpre muito mais que simplesmente a função nutritiva. A moderna divisão do trabalho vem afetando de maneira muito profunda esta função unificadora da família na América Latina. Sem dúvida, a comida ao meio‑dia é também a reunião familiar mais importante, e as pessoas resistem à implantação de horários corridos de trabalho.

A PERSPECTIVA NO 3º MILÊNIO:

A casa tem se tornado, a cada dia que passa, cada vez menos um local de convivência de seus membros para transformar-se em um albergue semanal e transitório. As demandas de tempo que nos são imprimidos pelo ritmo hodierno, nos impedem de desfrutarmos grandes momentos de convivência familiar.
Muitos pais vivem hoje sob um "INFATARCADO", sempre com o objetivo de tornarem os filhos mais e mais competitivos. Muitas mães reduziram suas funções no lar a de motoristas dos filhos, que imperiosamente necessitam ir à mil atividades para-escolares (ballet, música, judô, natação, informática, etc...). O esgotamento em finais de semana leva a um isolamento televisivo futebolístico do pai e em geral à shoppingmania dos filhos, sempre monitorados pela mãe-piloto.
A competitividade leva também ao isolamento social. A casa não é mais local de encontros de famílias. Estes acontecem nos restaurantes e em locais públicos (clubes, parques, etc...), onde as formalidades superam as intimidades. Salvo na população de baixa renda, onde existem o que denominamos de "comunidades de pátio" onde a solidariedade da falta cria vínculos fortes até no desvio da legalidade (haja visto o tratamento de bem-feitor que recebem os traficantes nas favelas).
Isto aponta para o "Admirável Mundo Novo" de Huxley? Talvez não literalmente, mas muito próximo figurativamente, onde as pessoas são programadas para liderar e vencer e as que estão "fora do sistema", as marginais, são ameaças!
A quarta função da família é a econômica. A família é a unidade primária de cooperação econômica. Esta cooperação está baseada nas diferenças biológicas entre homem e mulher, e está reforçada pela divisão sexual do trabalho que define o meio social particular. Quase em todo o grupo humano os homens se encarregam das tarefas que exigem mais força física, enquanto que o livre movimento das mulheres está limitado pela gravidez e pela amamentação. Nem a mulher, nem o homem podem funcionar eficientemente sem a ajuda do outro. A grande maioria das famílias já funciona como uma unidade de trabalho, produção e consumo. Mesmo assim, ainda restam algumas zonas rurais na América Latina onde se cultiva a terra com instrumentos rudimentares, e algumas áreas nas cidades onde a vida da família depende de um ofício no qual todos os membros devem colaborar. Porém, nem mesmo nestes casos a família pode sobreviver como uma unidade econômica fechada. Quanto mais uma sociedade se industrializa, mais a função econômica da família se modifica.
Mesmo nas sociedades altamente industrializadas observamos a divisão do trabalho na família. O pai em geral é o principal responsável pela provisão material e o sustento da família, a mãe cumpre tarefas domésticas, e os filhos têm tarefas específicas, como lavar pratos, tirar o lixo, cortar a grama, cuidar dos irmãos menores, etc. Na América Latina, em setores predominantemente agrícolas, a contribuição econômica dos filhos é muito destacada. Igualmente, os velhos contribuem de diversas formas para o sustento de si mesmos e da família. A chegada à velhice em tais sociedades é menos crítica e mais compensatória pelo respeito oferecido aos anciãos e pelos laços familiares que são mantidos. Esta é a razão pela qual o estabelecimento de lares para idosos não tem florescido na América Latina. Pelo contrário, é considerado como uma negação da responsabilidade familiar para com o ancião e como um estigma social.

A PERSPECTIVA NO 3º MILÊNIO:

Este talvez seja o elemento mais marcante de mudança na família para o terceiro milênio. A competitividade social e as demandas do mercado de trabalho impelem para que haja a participação mais efetiva da mulher/esposa/mãe. Para acompanhar o mundo da tecnologia e o descartável, é necessário um ingresso maior de recursos financeiros, fazendo com que a contribuição exclusiva do homem não seja suficiente.
Além disso todo o movimento de liberação da mulher, que muito contribuiu para a desmitificação da hierarquia social e a revalorização da mulher, trouxe como seqüela o medo de ser considerada disfuncional em um mundo em que os valores do trabalho e da realização profissional passaram a ser regra áurea.
Temos ainda que levar em conta os novos modelos familiares, muito comuns aqui na América Latina, que é a família de um só progenitor (em geral a mãe), que tem que fazer a dupla função de provedor do lar (de fora para dentro) e de administrador do mesmo (de dentro para fora).
A crise econômica mundial também gera a mão de obra infantil, algumas vezes escrava, outras vezes na marginalidade das ruas, sempre fator de preocupação mundial. Cresce nos setores marginais as famílias que são sustentadas pelos filhos nas ruas - e as agressões pela falta de provisão leva à adoção da rua como unidade de residência!
A quinta função da família é a socialização de seus membros. Mesmo nas sociedades altamente especializadas, a família tem a responsabilidade básica da socialização da criança durante seus primeiros anos. Por "socialização" entendemos o processo pelo qual a criança aprende como os outros na família esperam que ela se comporte, e por meio do qual ela mesmo chega a sentir que essa é a maneira tanto correta como desejável de atuar. A família é que dá a cada indivíduo, desde o seu próprio nascimento, sua primeira identificação social. O processo de socialização é muito mais complicado que o mero cuidado físico, e envolve a participação de todos os membros da família. Os varões aprendem, em parte de seus pais e em parte de suas mães, como comportar-se com os membros do sexo oposto. Igualmente, tanto o pai como a mãe ensinarão à menina como chegar a ser mulher. Quando um dos pais está ausente, temporal ou definitivamente, as crianças buscam a figura paterna em um tio, avô, primo adulto, etc. O mesmo sucede com a figura materna. Quanto mais elaborada é uma civilização mais agentes intervêm no processo de socialização. Isto nos mostra que para uma formação espiritual adequada ou "socialização cristã" de nossos filhos, o lar tem um lugar insubstituível na formação de valores, normas, atitudes e conduta cristã. Nem mesmo a igreja pode suprir a formação espiritual que a família não provê.

A PERSPECTIVA NO 3º MILÊNIO:

A delegação desta função aos "Técnicos" é cada vez mais patente em nossa sociedade e deve ser o modelo predominante no virar do milênio.
Já cedo as creches são a provisão indicada para os pais atarefados em busca do equilíbrio contábil. Dali os Jardins de infância e as escolas - preferencialmente de ensino integral, ou a absorção de meio período, como já citado em uma centena de atividades de aperfeiçoamento pessoal.
Não se pode desconsiderar a figura do psicólogo, como o firme e infalível referencial de muitos pais que, querendo ser "diferentes", perderam o Norte em seus modelos educacionais.
A literatura cristã tem proliferado neste sentido e os cursos específicos que falam sobre relações pais/filhos tem sempre demanda maior que oferta. Nossos filhos da sociedade, é o que aponta o modelo da geração vindoura.
A socialização pelos meios de comunicação de massa, em especial a TV, é também o recurso a que muitos pais tem lançado mão com freqüência sistemática. A babá eletrônica, sem censura e sem critérios é o deformador nº 1 de mentalidades infanto-juvenis.
Correndo por fora a informática via INTERNET, com o mundo a seus pés é outro elemento socializante - ainda que por vias individualizantes. Me comunico com o mundo todo sem ver a face do outro - tudo é intermediado pela máquina!
Carlos T. Grzybowski