terça-feira, 25 de setembro de 2012

Carta a um solteiro (frustrado)


Caro solteiro (frustrado),
Olá. Bem-vindo a essa página particular. Tenho alguns pensamentos que preciso lhe contar. Tenho notado seu apuro, e quero lhe ajudar.
Nessa “peça”, quero fazer o papel do irmão mais velho para o mais novo (ou do melhor amigo para o amigo). A graça vinda de um irmão é fácil de esquecer, não é? Lembre quando seu irmão mais velho ou primo (ou amigo mais próximo) te chamou de canto após seu pai (ou uma figura autoritária) te acalmar e ter dito, “Ei, cara, tudo bem. Faça o que o Pai diz. E você ficará bem. Ajudarei você se precisar.” Então ele te deu um tapa nas costas e disse pra você ir brincar lá fora. Lembra da sensação? Foi poderosa. Foi restauradora. Colocou as coisas em perspectiva, te ajudou a ver que você ia ficar bem. Isso é o que eu espero fazer aqui. Não quero repetir o que o “Pai” diz – só estou chegando ao seu lado. Você vai entender o que eu digo em um minuto.

Problema do Homem

Os homens atualmente estão em apuros. Muitos precisam de um grande desafio.
Muitos comentaristas evangélicos e, particularmente, “novos Calvinistas” estão notando problemas endêmicos da masculinidade moderna – Al Mohler, Mark Driscoll, Darrin Patrick e Rick Phillips, para citar alguns. Isso não poderia ser mais bem-vindo. Atualmente, os rapazes têm aprendido por inúmeras fontes e meios de comunicação que eles são idiotas, ignóbeis e inferiores às mulheres. Eles ficam com garotas, fogem da responsabilidade, só levam na brincadeira as coisas sérias, e geralmente negligenciam grandes oportunidades que surgem. As estatísticas relacionadas com as universidades, o casamento e a respeito da entrada e avanço no mercado de trabalho, oferecem testemunho ilimitado dessa realidade. Uma geração criada pela Maxim [N.T. – revista masculina com conteúdo sensual] vê as mulheres como conquistas e crianças como uma inconveniência. Uma geração devotada a Jackass [N.T. – programa de TV em que pessoas realizam vários atos insanos] encarna isso. Uma geração obcecada por fantasy football [N.T. – jogo “fantasioso” de futebol em que o jogador imagina ter um time irreal com jogadores reais, competindo entre si] se entrega a um mundo de fantasia, onde jogos e jogadores substituem liderança e busca real. Os homens estão em apuros, homens cristãos estão sendo vítima de muitas dessas pequenas coisas.
Então, deixemos tocar a buzina. Desafiemos garotos e homens a seguirem um caminho diferente. Modelando-os ao que devam ser. Mostremos a eles como viver por Cristo, e servir a família, a igreja e a sociedade. Em todos os aspectos.
Mas há um perigo em nossa situação atual. Correndo atrás da faixa de garotos e homens como um gracioso, porém destemido, sargento, podemos ignorar os bem-intencionados. Alguns caras ouviram o chamado; eles leram livros; eles foram às conferências. Eles realmente querem ser maridos, pais e líderes da igreja. Eles estão progredindo em todas essas áreas para atingir a maturidade. Em alguns casos, eles não foram bem treinados pelos pais; em alguns, eles nem tiveram pais. Qualquer que seja seu pano de fundo, eles ouviram o chamado e querem respondê-lo. Apesar do pouco ou pobre treinamento, eles estão empenhados em fazer de um jeito melhor. Eles querem se levantar, amar muito uma mulher, educar os filhos a conhecer o Senhor, e juntar-se a outros homens assumindo sob suas costas o trabalho do ministério. Eles se inscreveram, eles possuem o crachá, e eles estão ansiosos para começar.


Isto não é um abraço em grupo
Isto não vai se transformar em algum tipo de chamada pseudo-psicológica para uma ternura pródiga e cuidado com o coração frágil. A vida é dura. É através da dificuldade que Deus faz crescer seu povo. Ser um jovem nunca foi fácil, e isso realmente não deveria ser fácil. A barra deve ser bastante elevada para que os jovens tenham que pular para alcançá-la. As coisas devem ser dessa forma não porque é divertido ser mau, mas porque atingir a maturidade, e, especialmente, a maturidade Cristocêntrica, é difícil. Manter-se fiel a uma mulher, prover para a família, esquecer a fadiga para cuidar da família e conduzi-la bem – estas são coisas difíceis. Elas pedem por preparação dura, para que – como na guerra – você não pense que as coisas serão fáceis
Mas nós precisamos lembrar que ser solteiro pode ser extraordinariamente difícil. Parece fácil em análise do ponto de vista de quem é casado. É engraçado como esquecemos o medo abjeto que vem com o risco de chamar uma garota para sair. É engraçado como esquecemos a sensação de “soco no estômago” quando ela diz não. Engraçado como esquecemos a luta com sentimentos de inadequação, desesperança e ansiedade. Tal como acontecem com todas as provações terrenas, essas lutas requerem a graça de Deus, o conselho e a bondade dos amigos, bem como a aceitação e o incentivo da igreja.
Não estou pedindo um movimento cristão, como um torque, em que qualificamos infinitamente nossos desafios, repreensões e chamadas proféticas. Também não estou sugerindo que os líderes cristãos anunciem que a maturidade masculina perdeu algo. Se você escutou ou leu a respeito dessas figuras citadas, você frequentemente encontrará ajuda e explicações sobre esse tema. Não tenho nenhuma desavença com esses homens. Tenho me beneficiado grandemente do seu ensinamento bíblico e considero isso pessoalmente fundamental. Eu acho que é desesperadamente necessário, mais até sobre o que estou escrevendo aqui. Mas com tudo dito, nós todos precisamos de encorajamento e esperança. Negar isso aos homens – especialmente aos solteiros frustrados que procuram coisas boas – seria cruel.

O que fazer

As mulheres precisam da mesma marca de conforto do que os homens. Isso não é exclusividade. Muitas jovens fazem seu caminho através da solteirice em silêncio e solidão. Mesmo chamando as jovens para a feminilidade bíblica e seus privilégios e responsabilidades, nós precisamos deixar claro que os cristãos solteiros são cidadãos do reino de pleno direito. Muitos de nós conhecemos jovens mulheres que almejam ser nada mais do que esposas e mães, mas que não tem, por qualquer razão, visto Deus fazer acontecer. A doutrina da providência é a resposta e o conforto nessas situações.
Tenho focado, porém, nos homens. Muito do tipo de encorajamento que sugeri como necessidade precisa chegar ao contexto da igreja local, e em particular através dos homens mais velhos e experientes, e alcançar os homens mais jovens. Existe uma carência desse tipo de atividade em muitas igrejas, e precisamos de uma recuperação de orientação e discipulado. O livro de Tito é pequeno, mas potente nesse ponto tanto para homens quanto para mulheres. Muito desse tipo de envolvimento relacional significa ajudar os jovens frustrados a pensar seriamente sobre a melhor forma de elaborar estratégias para a liderança. Em alguns casos, pode significar questionar – Como você está apresentando a si mesmo? Você pode crescer em habilidades de conversação? Por que rapazes que perguntam a garotas se elas consideram o casamento no primeiro encontro merecem um shoulder-punch [N.T. – golpe de artes marciais em que o oponente lhe atinge com o ombro em uma situação de surpresa]. Em outros, pode simplesmente significar os encorajar, lembrando-os da verdade bíblica, e escutar – sem questionar, mas escutar. Tudo isso ajudará o jovem a perceber que, embora a chamada audaz para a Maturidade Masculina seja absolutamente necessária, ela não deve ser entendida como uma condenação.
Em todas essas coisas, nós precisamos de uma ênfase na confiança em Deus, o Salvador e Pastor do seu povo. Isso é básico, mas essencial. Deus enviou seu Filho para a terra com a finalidade de salvar nossas almas perdidas. Essa é a nossa maior alegria. Toda pessoa, solteira ou casada, tem a oportunidade de participar no trabalho de promoção do evangelho, viver doxológicamente (em prece ou cântico cujo fim é glorificar a Deus) de tal forma que Deus é apresentado – em toda e qualquer época da vida – para que viver seja eminentemente mais valoroso do que sexo, dinheiro, status, sucesso, ou mesmo a família natural. O conforto com que esse Deus, esmagadoramente bom e gracioso, dirige todo e cada aspecto das nossas vidas, cada momento que passa, não é mera referência teológica, mas uma realidade bíblica de grandes conseqüências pessoais.
***************************************
Então, esse é meu caso, irmão solteiro. Se você puder imaginar isso, considere-me seu irmão e amigo. Não se preocupe acerca de todos esses conselhos. Aonde quer que você se ache, com qualquer esperança que você carregar, faça tudo que puder para atender ao chamado bíblico da maturidade masculina. Rejeite a cultura e as tentações. Imite seu Salvador. Procure por homens de Deus para lhe discipular. Se você perceber que não foi chamado para a solteirice (e alguns definitivamente são), considere o risco da rejeição. Continue empurrando o medo do passado. Continue servindo sua igreja fielmente. Ore de maneira forte. Despeje seus desejos ao Senhor. Confie n’Ele como tem feito. Nunca pare de confiar n’Ele.
A masculinidade é difícil; continue pressionando e tendo domínio – espiritual, físico, emocional – da sua vida e do seu mundo. Deus amou você; você ama Deus. Eu não sei o que Deus tem para você, mas eu sei que porque Ele é grande, e bom, e gracioso, você estará bem.
Chega de conversa. Você está pronto para ir lá fora?
Seu irmão, Owen.
Traduzido por Dennis Nery| iprodigo.com| original aqui

terça-feira, 4 de setembro de 2012

MULHERES ESTARIAM CADA VEZ MAIS SOZINHAS PORQUE SÃO EXIGENTES DEMAIS

É cada vez mais comum ver uma amiga que namora dizer para a solteira: “Você está sem ninguém porque é muito exigente”. Será que esse é mesmo o único inimigo do cupido e, se for, quais os motivos para tanto rigor no setor da paixão?
Segundo a psicóloga Neiva Bohnenberger, o que torna as mulheres cada vez mais criteriosas no amor é o aumento do conhecimento de sua autossuficiência.
“Elas aprenderam a buscar a gratificação em coisas que não dependem dos homens e, principalmente, aprenderam a tirar prazer do seu trabalho. A solidão não humilha mais”, diz Neiva.
Quem endossa essa opinião é a guia de turismo Soraia Timm, 45 anos. Ela está separada há 15 anos e não pensa em se casar de novo tão cedo: “Eu cheguei a um estágio de ‘iluminação’ tão grande que o mesmo prazer ao sair com um namorado sinto ao jantar com minhas amigas ou ao assistir a um bom filme em casa com minha gatinha. Antes, os homens eram o centro do meu universo, e eu só me dei
mal com isso; agora eles são um dos planetas, em mesmo grau de importância de minhas amigas, meu trabalho, minha vida cultural. Portanto, se existe uma exigência, é no sentido de encontrar um homem que evolua junto comigo. Um que atrapalhe essa evolução eu não quero, não, obrigada”.

Eles se defendem "Nós estamos tentando acompanhar a evolução feminina e ficamos um pouco perdidos, sim, porque as mulheres exigem tudo do homem ao mesmo tempo. Elas querem um companheiro que adore ir ao shopping, mas, para isso, podem chamar um amigo. Quando elas pedem um protetor, confundem a imagem do companheiro com a do pai. Elas querem o homem mais que perfeito, e isso não existe", diz Marcelo Vitorino, autor do blog “Pergunte ao Urso” (www.pergunteaourso.com.br) e do livro homônimo lançado pela Matrix Editora.

A escritora Stella Florence, 46 anos, que acaba de lançar o livro “32 – anos, homens, tatuagens” (Editora Rocco), com experiências baseadas num site de relacionamento, concorda com Marcelo Vitorino no sentido de concluir que os homens estão bem mais simples do que as mulheres. “Acho que eles se contentam com bem menos do que nós. Para eles, se a mulher for atenciosa, gostar de
transar e não ficar cobrando coisas o tempo inteiro, já está ótimo. Já as mulheres estão sempre procurando mais, são mais complexas, querem se melhorar e melhorar tudo, inclusive seus desejos. Aí começa o desencontro”, afirma.

Infelizmente, nem todo mundo está numa boa assim, como é o caso de C.A, 42 anos, divorciada e sem namorado há meses. "Estou até cansando um pouco de procurar um companheiro e me sinto frustrada. Não acho que eu seja exigente demais; pelo contrário, por carência já levei alguns relacionamentos, mas acho que os homens não querem compromisso de jeito nenhum, e eu não consigo me adaptar a essa historinha de fazer sexo sem amor. Então, fica complicado", conta.

Relacionamentos descartáveis
Para o mestre em psicologia pela USP (Universidade de São Paulo), André Camargo Costa, o maior problema do desencontro nas relações não é a exigência, e sim a era dos amores líquidos. Seu pensamento vai ao encontro ao do sociólogo polonês Zygmunt Bauman, expert neste assunto e autor do livro “Amores Líquidos” (Editora Jorge Zahar), que acredita que os relacionamentos se tornaram cada vez mais descartáveis. Segundo sua teoria, a disponibilidade, de modo geral, para negociar os impulsos, investir em projetos de longo prazo e tolerar os pré-requisitos que garantiriam um relacionamento duradouro estão cada vez mais em extinção, e as pessoas acabam se machucando mais, preferindo não arriscar novas empreitadas no amor.

Vendo o desabafo do empresário H.Y., 33 anos, de São Paulo, sozinho há um ano, fica mesmo mais fácil de concordar. "Eu confesso que estou procurando uma garota para um relacionamento sério, mas me vi em uma saia justa. Gostava de uma moça com quem saía e queria algo mais quando ouvi dela que não queria se prender a ninguém porque se machucou muito no último relacionamento. Vai entender as mulheres... Uma amiga me disse que eu encanei porque ela não queria nada sério mesmo, mas não acho que seja isso", diz.
RENATA RODE
Colaboração para o UOL

BEIJAR, TRANSAR E LARGAR:

Os relacionamentos na cultura popular brasileira e afins
Se der prazer deve ser bom. Tenho vários amigos que não sabem se divertir. A maneira como gastam seu tempo livre, fins de semana e férias é totalmente miserável. Ficar o mais louco possível; fazer sexo com um desconhecido; beber para constranger os amigos; dirigir alcoolizado; ter "o privilégio" de não se lembrar das doideiras que fez na última balada; emprestar os lábios e saliva destilada com qualquer pessoa; e entregar-se para o mais próximo como se fosse um papel higiênico "anti-higienicamente" usado é a maneira mais comum que eles encontraram para curtir a vida. A frase: "se der prazer, deve ser bom" está completamente fora de controle. Nem tudo o que nos dá prazer traz benefícios significativos no final das contas.
O diabético pode se empanturrar com guloseimas e sentir, talvez, um dos seus mais altos picos de prazer, contudo, em pouco tempo seu prazer chega ao fim de maneira trágica. É assim também com o jogo. Não há dúvidas de que um jogo ou uma competição desperte prazer dentro de nós. Porém, nem sempre alguns jogos tem um valor bom por si mesmo. O bingo por exemplo. Muitas senhoras e senhores são apaixonados por eles, no entanto, a máquina sempre arranca tudo o que eles possuem. Da mesma forma isso ocorre com o dinheiro e com as coisas que temos. Dá uma sensação de satisfação enorme ter dinheiro para gastar com aquilo que precisamos e queremos. Contudo, o dinheiro não é tão bonzinho como demonstra ser. O dinheiro é um deus. Ele nos escraviza, nos domina. Não seria nem necessário argumentar que a maioria das brigas da humanidade deve-se a briga por dólares, petróleo, poder. Poder comprar nos satisfaz por um lado, mas pode colocar tudo a perder, e tem certamente colocado. E por que não com os relacionamentos? "Se der prazer deve ser bom", como pressuponho, não é uma das frases mais aconselháveis para guiar nossa vida. Como funciona com as guloseimas para o diabético, o bingo para os idosos e o dinheiro para a humanidade, sem hesitar afirmo que nem todos os relacionamentos que dão prazer são, de fato, bons. E até podemos ir mais além; quase todos os relacionamentos entre a maioria dos jovens que não levam Deus a sério em suas vidas são radicalmente ruins e catastróficos.

O nosso jeito de namorar

O que significa "namorar" em nossa época? Uma de minhas sugestões é a tríade: beijar, transar e largar. Poderia ter usado o termo "ficar" que é tão corrente entre nós, porém, o ficar sempre inclui o beijar, e para fazer uma conexão com o filme "comer, rezar e amar", preferi ficar com a tríade "beijar, transar e largar". Se você assistiu "comer, rezar e amar" deve ter percebido que uma das tônicas do filme é que nós somos seres inteiramente relacionais. Precisamos nos relacionar; a nossa alma carece de uma vida relacional, e isso é assim tanto em relação a nossa vida espiritual (rezar) quanto a nossa vida íntima (amar). O grande problema, que na minha opinião o filme explora bem, é que os relacionamentos nunca duram e o nosso maior sonho é ter um relacionamento que dure sem se perder no tempo, ou se desgastar nos problemas; ansiamos por uma conexão eterna e Julia Roberts vive bem esta realidade. Este fator não é apenas coisa de nossa geração - como o fenômeno das redes sociais, facebook, twitter, blogs, entre outros - é algo do nosso DNA. Precisamos de gente, precisamos de conexões, precisamos ser amados, precisamos de um grupo que nos aceite, precisamos ser parecidos e diferentes de alguém, fomos feitos um para o outro e negar isso ou não conseguir desenvolver bem os relacionamentos tem levado milhares de pessoas ao suicídio, que não é outra coisa senão dizer: "eu desisto dos outros, eu desisto de mim mesmo". Onde o namoro se encaixa nisso tudo? O namoro é uma maneira de me conectar - para durar - com o outro. Porém isso tem sido destruído tanto em nossa época quanto nas posteriores. O namoro, que no sistema de vida cristão é uma preparação para o casamento tem se reduzido a uma conexão discada, ou se você preferir, a uma relação miseravelmente instantânea e descartável.



Namoro à moda vampiro

Gosto de ilustrar ideias instantâneas com a febre contemporânea dos vampiros. Está em moda falar em vampiros, tem vampiro para todos os gostos. A moda têm ficado cada dia mais intensa com a explosão e sucesso do livro-filme "Crepúsculo". É um filme que trata do romance entre uma menina que mudou de sua cidade e se apaixona por um "rapaz", ou melhor, por um vampiro de maquiagem branca chamado Edward. Talvez precisaríamos de outro livro - e já há alguns no mercado literário - para avaliar se o filme é bom ou ruim. Citei-o aqui só para fundamentar o meu argumento sobre a febre da imagem dos vampiros. A grande questão aqui é esta: está em moda "o estilo vampiro" de amar. É amor de vampiro: aquele que nunca se doa, mas sente prazer enquanto suga. É aquele que jamais se satisfaz nas diferenças do outro, pelo contrário, suga do outro o que lhe convém. É um estilo de amor que não consegue aceitar a decepção, porém, ama o sangue fresco. É o amor que no outro pôs um espelho - para se ver melhor é claro -  para que continue sobrevivendo, não para o outro se ver melhor, mas em cima do outro. A pessoa amada é apenas o objeto da sua satisfação. É o tipo de amor que não é feliz apesar de, mas apenas à custa de. É o que acontece com o "Ficar": não se olha para quem o outro é. Muitas vezes nem a preocupação com o nome da pessoa existe, muito menos a dor, o que se quer é a parte fresca, o sangue da outra pessoa. Exclui-se cumplicidade e o relacionamento em si, o que vale é apenas e tão somente absorção. É por este caminho que temos caminhado concorda comigo? Pense um pouco: será que não é desse tipo de relacionamento que os seus filhos, seus amigos(as), e inclusive você vivenciou algumas vezes? Será que este é o caminho que realmente traz verdadeira satisfação para nós? O outro foi feito para beijar, transar e largar? E uma pergunta mais essencial do que a anterior: Deus nos criou para sermos seres descartáveis que se beijam, transam e após este "sugamento" se largam?


A morte do casamento

É uma pena que a nossa gente de hoje tenha medo do casamento. O que queremos dizer quando afirmamos que o casamento é uma coisa ultrapassada, tradicional, medíocre e sem sentido? O que estamos dizendo é o seguinte: "não quero o seu choro, não quero te perdoar, não quero dores de cabeça, não quero cuidar da tua doença, o que eu quero é chupar você até o fim do gargalo e ‘me' fazer feliz". É isso mesmo o que você ouviu, a nossa sociedade matou os relacionamentos, e exatamente por ter matado o "outro" da relação é que ela - a nossa geração - é tão pobre e infeliz em seus relacionamentos. Para o nosso povo o que vale a pena é o descompromisso. Afinal não se quer discutir o futuro, nem o relacionamento, desejam-se as mordidas e ponto final. É assim que as amizades - seja no namoro ou no casamento - se tornam superficiais, as conversas curtas. Pois depois de se conseguir um litro de sangue, uma pitada de preferências iguais, o amor acaba; o amor é só sangue, o amor é muito pouco. O nosso jeito de amar: beijar, transar e largar se tornou um trilogia: chupa-se o sangue da vida, o sangue do outro e no fim de tudo o vampiro acaba morrendo engasgado com o próprio sangue. Preste atenção no que eu vou te dizer: este tipo de amor com o qual nós estamos acostumados é um amor que morre com o tempo, pois só restará o próprio sangue para beber. E quando só nós existimos, e quando queremos existir apenas para nós mesmos, não existe mais porque continuarmos existindo. É o suicídio: desconectando-se do outro, só há razões para morrer. Todo egocentrismo morre pela boca.
Por que as coisas estão assim?
Meu objetivo aqui é que ao terminar de ler estas palavras você entenda que o jeito atual de namorar é totalmente fracassado, pois se baseia no argumento do prazer pessoal e não do compartilhar. Por que as coisas estão assim? O que levou a nossa gente - não apenas os jovens, mas principalmente eles - viver em busca de seu prazer pessoal e fugir do conceito de aliança, casamento, de algo feito para durar?


Secularismo

Na minha opinião, algumas coisas sérias aconteceram e estão acontecendo. A primeira coisa que desejo mencionar é conceito básico de secularismo. Secularismo é uma maneira filosófica de viver como se Deus e a sua Palavra não existissem e, por causa disso, nenhum referencial de verdade absoluta. Simplificando: O Deus cristão e o que ele diz - As Escrituras - não devem ser considerados como bons para desenvolvimento do ser humano, e amarrado a isso, ninguém tem o direito de proclamar verdades universais sobre a vida, pois tudo é relativo, e em especial o que eu faço com o meu corpo e meus relacionamentos. Foi por esta causa que os princípios fundamentais sobre o relacionamento de um homem com uma mulher foram e estão gradativamente sendo relativizados. O que antes foi projetado para durar (homem e mulher) hoje foi feito para apenas "curtir" (beijar, transar e largar).


A moda da infidelidade e o amor líquido

Um dos princípios bíblicos que são desdenhados pela maioria das pessoas é o princípio da aliança. O que significa isso? Que no princípio de tudo Deus projetou o primeiro casal para ser "uma só carne", isto é, fazerem parte um do outro como uma aliança durável e indestrutível. Deus planejou a aliança antes do prazer, pois o compromisso de lealdade um com o outro é que possibilita o prazer ser mais sólido, durável e seguro. E embora a nossa sociedade esteja acostumada a usar alianças para selar sua união no namoro e no casamento vivemos uma época na qual a infidelidade - a quebra da aliança - tornou-se algo comum e praticável. E a causa para isso é óbvia: não há verdadeira aliança entre a maioria dos casais que vemos de mãos dadas todos os dias. Ter uma aliança é muito mais que estar junto, é uma responsabilidade para com o outro de fidelidade (monogamia) e durabilidade (até a morte). De se fazer um com a pessoa a ponto de amá-la por inteiro e não partes suas que estão na pessoa. Amar além da aparência e do prazer, mas por simplesmente terem fechado tal acordo de fidelidade no qual apesar dos apesares, nunca sairiam da vista um do outro. Isso se aplica bem ao casamento. Uma boa definição para casamento é a seguinte: "casamento não significa viver com alguém para o resto de sua vida; casamento é não conseguir viver sem uma pessoa para o resto da vida". Não preciso dizer que isso é rejeitado pela maioria, mas também não preciso dizer que nosso o mundo nunca procurou tantos divórcios e nunca foi tão infeliz quanto antes. Eduardo Gianneti em seu livro "Felicidade" fez uma pesquisa com mulheres a respeito da felicidade. Dentre 3.000 mulheres entrevistadas em 11 países, 93% acreditam que suas condições de vida material são hoje melhores do que de suas avós. No entanto, a maioria 54% consideram que suas avós eram mais felizes do que elas... principalmente na dimensão dos relacionamentos. Alguns tem chamado essa inclinação por relacionamentos descartáveis ou como eu chamaria de "quebrar a aliança feita por Deus" de amor líquido. Segundo Zygmund Bauman isso está assim porque a geração da minha mãe é muito mais resistente que a minha, a sua geração é a geração de produção, a minha é a geração dos consumidores. Eles produziam, faziam parte do processo da construção das coisas, por isso duravam mais. Nós, em contrapartida, vivemos em uma realidade na qual "tudo está pronto", não é mais necessário fazer parte do processo ou construir, apenas precisamos consumir. E é exatamente por sermos treinados desde crianças para sermos consumidores que jamais investiremos a durabilidade da nossa vida em um produto (pessoa) só.


Sensualidade

É... você entendeu certo: pessoas se tornaram produtos. E uma das responsáveis para isso é a sedução tão idolatrada pelas novelas, comerciais, programas de fim de semana, filmes e pasmem: até os desenhos entraram nessa roubada. Sensualidade em si não é algo ruim, por definição significa uma inclinação pelos prazeres dos sentidos; amor das coisas ou qualidades sensíveis e visíveis ou coisa do tipo. Sensualidade é boa quando é praticada dentro da aliança, no casamento, que como vimos, é um compromisso de lealdade a alguém que se rompe apenas quando a morte chegar. Isto é: toda e qualquer manifestação de inclinação sensual fora da aliança/casamento é pecaminosa e destruidora para o ser humano. É radical mesmo. A Bíblia afirma que todo tipo de relação íntima sem um compromisso de lealdade é pecado. Isto está claro para o apóstolo Paulo ao afirmar que: prostituição, impureza, lascívia, idolatria, feitiçarias, inimizades, porfias, ciúmes, iras, pelejas, dissensões, facções, invejas, bebedices, orgias, e coisas semelhantes a estas, a cercas das quais vos declaro, como já antes vos preveni, que os que cometem tais coisas não herdarão o reino de Deus. Gálatas 5.19
É por esta causa que o sexo enquanto for praticado no namoro antes de preparar o casal para o casamento irá destruí-lo. Pois para as Escrituras sexo e casamento são a mesma coisa. Não há aliança sem sexo, e da mesma forma o sexo não pode ser praticado fora da aliança, pois a relação sexual não é nada mais do que o selo de que alguém decidiu morar para sempre na outra pessoa, não por uma noite - como é praxe em nossa cultura - mais por toda uma vida.


Superficialidade do sexo

Temos empobrecido o sexo. Na compreensão bíblica o sexo é o ápice do relacionamento, não uma curtição banal. Na verdade, as Escrituras afirmam que o casamento é uma aliança que deve ser mantida, entre outras coisas, por muito sexo. As evidências são claras: um livro da Bíblia dedicada exclusivamente para o erotismo entre o casal (Cantares de Salomão) e a referência de Paulo em 1Co 7.5: "Não vos priveis um ao outro, salvo talvez por mútuo consentimento, por algum tempo, para vos dedicardes à oração e, novamente, vos ajuntardes, para que Satanás não vos tente por causa da incontinência." A prática sexual no casamento deve ser criativa e frequente. Certa vez perguntei a um amigo sobre a sua lua de mel - eles haviam se casado virgens - e ele me respondeu: "meu amigo, a sensação da primeira relação é algo indescritível: é como se no momento do sexo estivessem você, sua mulher e Deus assistindo, e não apenas assistindo e rindo, aplaudindo!" Quer descrição mais sensacional de sexo do que esta? Eu de fato desconheço. Todavia, quando namorados e - principalmente casais crentes - antecipam esta realidade maravilhosa só existem espaços no coração e na mente para culpa, insegurança e desaprovação do Criador. As pessoas em geral enxergam o sexo como uma "rapidinha" ou um jeito de se livrar dos problemas, um refúgio - no caso da prostituição - nós cristãos, vamos muito mais além. O sexo é o ápice de uma vida de intimidade com Deus. É uma maneira de refazer a aliança com o cônjuge. É uma forma de adorar a Deus e celebrá-lo por ter ele criado a benção chamada sexo. É uma forma de maturidade. É uma oportunidade maravilhosa de procurar fazer o outro feliz e não apenas a si mesmo. Por esta razão não é difícil de concordar com Leon Tolstoi - cristão - de que "aquele que conheceu apenas a sua mulher, e a amou, sabe mais de mulheres do que aquele que conheceu mil."


Falsa diversão

Como já afirmei no começo, a nossa gente perdeu a noção de como se divertir. Uma vez um amigo meu me perguntou: cara, você não bebe, não fuma, não sai por aí de balada, não trai sua namorada, não transa! Cara, como você faz para se divertir? Você não tem vida? Minha resposta a ele foi: "meu amigo, na vida a gente também se diverte e não apenas se destrói." Este é um dos grandes problemas das pessoas sem Cristo; elas não têm outra ideia de como se divertir a não ser beber até cair, sair de balada, se drogar, trair, e transar. Fiquei surpreso quando li a revista veja do dia 21 de outubro de 2009, intitulada: "Música, sexo e loucura". Dois relatos me impressionaram não apenas pela gravidade, mas porque além de se destruírem querem continuar na mesma prática.
O primeiro relato:
"Antes de sair, costumo comprar alguma coisa: quase sempre ecstasy e LSD. Quando não faço isso, sempre há algum amigo de um amigo na balada que tem. Já cheguei a gastar 400 reais em drogas e bebidas numa noite. Elas me deixam mais sociavel. Uso ecstasy faz sete anos e sempre misturo com álcool, cocaína e LSD. Gosto de ficar o mais 'louca' possível."
Marina, 31 anos, dona de loja de roupas
O segundo relato dizia assim:
"Hoje não faço nem metade do que fazia. Em doze horas de festa, tomava três comprimidos de ecstasy, dois ácidos, fumava uns oito cigarros e haxixe e bebia seis copos de vodca. Diminuí o ritmo porque ficava introspectivo e não tinha paciência para conversar. mesmo assim, não dispenso essa combinação. Quando algum amigo tem anfetamina e efedrina, também ponho junto."
Antônio, 23 anos, economista.
Qual então será a alternativa a ser buscada por nós, jovens, que queremos seguir a verdade de Deus para a nossa história?


Os meus vinte e poucos anos...

A resposta que pretendo dar talvez será a que menos você ouvirá nos jornais, na televisão e infelizmente na maioria das igrejas: case-se! O casamento é uma das melhores formas de diversão da juventude que Deus poderia ter planejado. Centenas de amigos meus - inclusive amigos da igreja - me dizem o seguinte: "primeiro eu vou curtir a minha vida, depois vou casar". Ao que eu sempre respondo: errado, errado, errado.  A Bíblia nos ensina que curtir a vida como jovem é o casamento. Um exemplo bem prático é um trecho bem conhecido do livro de Provérbios, de acordo com A Mensagem de Eugene Peterson:
"A água da sua fonte é só sua, não para circular entre estranhos. Abençoada seja a sua fonte de águas refrescantes! Alegre-se com a sua esposa e companheira desde jovem, Que é amável como um anjo, linda como uma flor - Nunca deixe de se deleitar em seu corpo. Nunca ache que o amor está garantido para sempre, Mas conquiste a mesma mulher todos os dias. Por que trocar a intimidade verdadeira por prazer momentâneo com uma prostituta ou por um flerte com uma promíscua qualquer?" Provérbios 5.17-20

Este texto é simplesmente fantástico e nos adverte com os 3 princípios bíblicos sobre o relacionamento conjugal verdadeiro: 1. É monogâmico. Tire água do próprio poço é o que o texto quer nos ensinar. Preste atenção! Será que você quer chegar um dia em casa e encontrar o seu barril vazio? Seu manancial é só seu; não divida com ninguém! 2. É na juventude. O sábio quer fazer o seu leitor se lembrar da época de seu casamento, de sua companheira que entrou em sua vida na sua juventude. E mais, que provavelmente ainda é jovem, pois faz elogios ao seu corpo, em especial os seios - que é algo que com o tempo caí - que aqui é visto como algo robusto. Sem dúvida, a juventude é a época mais adequada para o casamento porque é a estação da força corporal, da gestação, da beleza entre muitas outras coisas. 3. É prazeroso. Note bem a referência às carícias que ambos trocam entre si, o enlace de seus corpos, os beijos, a sensualidade, o sexo em um contexto de amor e intimidade profunda. E, além disso, o sábio faz bem ao alertar: "por que trocar a intimidade verdadeira por prazer momentâneo com uma prostituta?" O prazer é novamente alicerçado na aliança durável e não em sua fugacidade. A Bíblia aconselha que o tempo mais apropriado para o casamento são os nossos vinte e poucos anos. Mas nós estamos tão cheios das obrigações da nossa cultura narcisista, que achamos que o casamento é uma coisa chata e para velhos. Precisamos mudar radicalmente esta nossa visão. Deus está mais interessado em nossa alegria e satisfação do que nós imaginamos; mas para isso se tornar uma realidade é necessário ouvir melhor o que ele está nos dizendo.


Perguntas para reflexão:

1.  Você concorda que o grande lema da nossa cultura sobre os relacionamentos é "beijar, transar e largar"?  Você já viveu algo parecido?
2.  Por quais razões nossa gente tem procurado satisfação em relacionamentos líquidos e superficiais?
3.   Como você acha que a Bíblia responde a essas perguntas?

Por Jean Francesco

sábado, 25 de agosto de 2012

FAÇA SEXO, FAÇA AMOR, GOZE ESSE PRAZER


Esse texto é para os casais, por isso, quem não for casal pode passar certa raiva por não estar casado.

Para falar de sexo precisamos levar em consideração um ponto: dentro do casamento sexo é abençoado por Deus. Isso significa que se você for casado você faz sexo a cada momento em cada canto da sua casa e isso é benção de Deus.

Quando também falamos de um cristão, falamos de um ser humano em todos os aspectos de sua vida individual e em sociedade. Outra perspectiva seria a de que o Deus da Criação tem interesse e soberania sobre cada aspecto de sua vida. O cristianismo nos motiva a alcançar o homem na plenitude de suas necessidades, sem separar religioso ou profano, sacro ou secular. Em cada um desses aspectos da vida, somos chamados a dar glórias a Deu, por isso não existe sexo diferente. Sexo é sexo, assim como música é música, a pequena diferença é que existem pessoas que escutam músicas boas e outras que escutam músicas ruins, o mesmo vale para o sexo.




Não existe um manual para o casal instruindo como chupar isso, pegar naquilo, sentar assim, se todos os dias tem sexo ou 2 vezes por mês, quem procura quem, se posso acordar meu marido acariciando-o, se posso beijar minha esposa de madrugada, se posso grudar ela na cozinha etc.. Não, não existe, o que existe é apenas o bom senso via palavra de Deus, valendo sempre lembrar que a mulher é simbolizada pela palavra de Deus como “igreja” e seu marido como o “noivo”, sendo assim, você deve amar sua “igreja” e respeitar, isso é ponto essencial.

O problema é que quando não conhecíamos a Jesus, sexo era a coisa mais natural do universo, a partir do momento que “pegamos” esse rótulo de “sou cristão” o sexo vira uma coisa “diferente”, variando mais pra morno do que para o excitante. Às vezes recebemos e-mails de pessoas aqui que falam de mulheres que não procuram o marido para fazer sexo, maridos que gozam em 2 minutos, mulheres que não têm mais vontade de transar, homens que trocam a “igreja” sua mulher por uma outra “igreja” local.

Isso é o problema – sexo é sexo, não existe uma separação de sexo cristão e sexo não cristão, a única diferença é Jesus na vida das pessoas que praticam sexo. A Bíblia diz que “Venerado seja entre todos o matrimônio e o leito sem mácula; porém, aos que se dão à prostituição, e aos adúlteros, Deus os julgará”.
A grande maioria dos casos de traição acontece porque um dos dois não está sexualmente satisfeito. A mulher não procura o marido, o marido não procura a esposa, a esposa não conversa com o marido, o marido perdeu a excitação pela mulher.
Como eu disse, não existe um manual sobre como fazer sexo, podemos aconselhar os casais a terem a sua plenitude sexual realmente excitante, mas manual de instrução não existe.

Para as Mulheres

É bom lembrar que homens só pensam em sexo e o cristão homem não é diferente. Não é porque ele é cristão que vai deixar de pensar menos no assunto. Não, ele vai pensar é mais porque a única fonte de prazer que deve possuir é a sua esposa. Homem gosta de sexo, isso é um fato. Isso significa que o sexo não pode ficar monótono, então, use a criatividade.

Quantas vezes por dia? Se dependesse da testosterona do homem ele vai querer fazer sexo todos os momentos do dia. Porém, conversem sobre isso, o que não pode é o casal ficar sem sexo por um mês ou mais meses. Cabeça vazia oficina do diabo? Casal sem sexo faz a cabeça ficar vazia.

Para os Homens

Mulher também gosta de sexo, algumas mais que homens, outras bem menos. Converse com sua esposa e veja sobre isso para não dar problemas como “marido trai esposa com secretária ou mulher trai marido com funcionário do mês”.

Homem quer ter o controle da situação, às vezes ele quer fazer sexo em quanto a mulher está na cozinha, isso não é errado (só tome cuidado com as panelas), porém, veja com a sua esposa se ela está afim e não force a barra, contudo, isso não pode ser desculpa para a mulher deixar de fazer sexo sempre. Isso é sério, cristão é ser humano passível dos mesmos erros de pessoas que não tem Deus, por isso mulheres não percam seus homens para a concorrência.
Mas vale lembrar que para a mulher o sexo envolve mais carícias e sentimentos que para os homens. Então, homens, não esqueçam: sexo é com amor, carinho, por isso, seja romântico, amoroso, paciente.
Como eu disse não é um manual, é só uma preocupação diante de tantos casais que estão com algum problema nesta área sexual, e que acabam refletindo em várias outras áreas da vida do casal.
Não é porque o sexo está banalizado no mundo em que vivemos que você pode deixar o sexo sair sua vida, pelo contrário: faça sexo com sua esposa/esposo, goze desse prazer que Deus nos deixou.

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Desintoxicação Sexual (6)

Liberdade    (veja aqui a parte 5)

Eu sei das suas lutas porque, há poucos anos, elas eram as minhas lutas. Não muito tempo atrás, eu era um jovem, lutando (e, algumas vezes, não lutando) contra a luxúria, pornografia e todo o resto. Houve um tempo em que isto me cortejava e me seduza, e me levava cativo. E, ainda assim, hoje posso dizer que a pornografia, no mínimo, não me interessa. Deus me libertou do desejo de usufruir dela. Posso entender suas lutas e também te asseguro que é possível encontrar liberdade.
Houve algumas passagens das Escrituras que foram fundamentais para meu entendimento do sexo quando eu era um jovem considerando o casamento, e quando eu era um jovem recém-casado. Elas foram instrumentais em minha determinação de não sucumbir à tentação da pornografia.
A primeira delas é uma das minhas passagens favoritas da Bíblia. Provérbios 5.18-19 diz: “Seja bendito o teu manancial, e alegra-te com a mulher da tua mocidade, corça de amores e gazela graciosa. Saciem-te os seus seios em todo o tempo; e embriaga-te sempre com as suas carícias”. Eu amo a doçura dessa passagem. Ela chama um homem a encontrar alegria, satisfação e intimidade na esposa que Deus lhe deu. O chama a relembrar o deleite que ele tinha nos dias em que ele e sua noiva eram inocentes e recém-casados, o chama a viver esse deleite. Ele não tem o direito de ir a outro lugar, nenhum direito de “beber de outra cisterna”, para usar a terminologia de Salomão. E por que ele iria querer isso? O verso celebra o dom do sexo e a exclusividade dele.
Quando você se casar você saberá que Deus te providenciou a mulher da sua juventude. Você deve estar intoxicado por seu amor, e não por seu corpo, ou pelo coração de outra mulher, ou por uma série infinita de mulheres. Toda vez que você vê pornografia, toda vez que você se entrega à luxúria, está diminuindo sua capacidade de se intoxicar com o amor dela, de encontrar sua alegria e satisfação nela.
Apenas alguns versos após essa passagem, estão essas palavras sóbrias: “Porque os caminhos do homem estão perante os olhos do SENHOR, e ele considera todas as suas veredas. Quanto ao perverso, as suas iniquidades o prenderão, e com as cordas do seu pecado será detido. Ele morrerá pela falta de disciplina, e, pela sua muita loucura, perdido, cambaleia” (Pv 5.21-23). Homens que se recusam a se intoxicarem com o amor de suas esposas, homens que encontram prazer nos corpos (ou imagens de corpos) de outras mulheres, estão cometendo atos de grande loucura. Sua loucura, sua falta de disciplina, sua falta de preocupação com o pecado, os leva aos caminhos da morte. Existe consequência para seu pecado. Quando você peca antes do casamento, você leva ao casamento todos os tipos de bagagens – todos os tipos de história sexual que impactam você e o seu relacionamento com sua esposa.

Você pode ter dezoito ou vinte anos e pensar que ver agora pornografia ocasionalmente, ver imagens que alimentam sua masturbação, não terá consequências. Você está errado. Mesmo agora você está pecando contra Deus e contra sua esposa ou futura esposa. Você está acumulando pecados, que tornarão mais difícil que você seja um líder efetivo e um amante efetivo. Você está zombando da graça de Deus.
Outro verso, e, eu sei, um verso um pouco estranho, é Gênesis 26.8. Você lembra que Isaque, como seu pai, viajou para outra terra e temeu por sua vida. Como um covarde, negou sua esposa ao invés de arriscar a vida. Porém, Abimeleque olhou por uma janela e “viu que Isaque acariciava a Rebeca, sua mulher”. A palavra “acariciar” obviamente é difícil de traduzir, e as versões da Bíblia a adaptam de maneiras um pouco diferentes. Quando eu era jovem, li um comentário que dizia, corretamente, que ela poderia ser traduzida como brincando. Abimeleque olhou pela janela e viu Isaque e Rebeca fazendo algo que o fez perceber que eles claramente não eram irmão e irmã; ainda assim, ele conhecia o caráter de Isaque bem o bastante para não acusá-lo de algo imoral. Isaque e Rebeca estavam brincando, estavam flertando, indubitavelmente apenas desfrutando de um amor jovem (embora, talvez, em um local inapropriado). De alguma forma, isso expressou o tipo de liberdade que eu queria ter com minha esposa. Liberdade e abertura que eu sabia que não poderia ter se estivéssemos pecando sexualmente um contra o outro.
O terceiro verso é 1 Pedro 3.7, que ordena: “Maridos, vós, igualmente, vivei a vida comum do lar, com discernimento; e, tendo consideração para com a vossa mulher como parte mais frágil, tratai-a com dignidade, porque sois, juntamente, herdeiros da mesma graça de vida, para que não se interrompam as vossas orações”. Aqui, eu percebi que meu relacionamento com minha esposa tinha uma grande importância espiritual. Se eu não estou tratando dignamente minha esposa, minhas próprias orações (não as dela!) serão interrompidas. Como o líder de minha casa, eu preciso continuar crescendo espiritualmente e, para fazer isso, preciso ser fiel em oração. Somente posso fazer isso, aprendi, se eu tratar minha esposa como ela merece ser tratada.  Se eu me entregar à luxúria, à pornografia e a outros tipos de pecado sexual, estaria devastando minha família. Eu não seria o único a sofrer. Como eu poderia trazer esse tipo de dor e devastação sobre as pessoas que mais amo?
A passagem final foi 1 Timóteo 5.1,2, que diz: “Não repreendas ao homem idoso; antes, exorta-o como a pai; aos moços, como a irmãos; às mulheres idosas, como a mães; às moças, como a irmãs, com toda a pureza”. Vejo aqui a conexão entre as mulheres da pornografia, e o mandamento de Deus para que eu trate todas as moças como irmãs. Como eu poderia fazer isso se as desejava no computador? E como eu poderia observar anonimamente jovens no computador e, depois, presumir que seria capaz de desligar essa luxúria e tratar as outras garotas em minha vida como irmãs? Ceder à luxúria em uma área impactaria todas as outras áreas. Deus me ordenou a ver jovens mulheres não como objetos sexuais, mas como irmãs. Eu tenho de tratá-las com toda pureza, em meu coração, em minha mente, em minha vida.
Esses versos, embora possam formar uma coleção meio eclética, me desafiaram profundamente e reajustaram minha mente. Eu os memorizei, ponderei sobre eles, relembrei-os em minha mente, vivi por eles. E algum desejo de seguir à lascívia se perdeu. Eu sabia que era uma obra de Deus porque ele trabalhou em mim por meio de sua Palavra, como ele diz que fará. No lugar disso, ele me deu um grande (e ainda crescente) amor por ela, e aumentou a alegria e satisfação em meu relacionamento com ela. Eu não desejaria que fosse de outra forma.

Conclusão


Herbert e Zelmyra Fishe (casamento mais duradouro do mundo), cristãos.
Meu encorajamento para você é encontrar uma base bíblica para a pureza, uma base bíblica para evitar a pornografia. Alguns homens podem afastar-se da pornografia por um ato de vontade. Alguns podem fazer isso construindo paredes de legalismo, e se forçando a viver dentro desses limites. Mas é melhor, estou convencido, encontrar liberdade por meio da Palavra de Deus. Precisamos combater o pecado com a verdade de Deus; precisamos substituir as mentiras em que queremos crer com o que Deus diz que é verdade. Talvez, alguns dos versos que Deus usou em minha vida ajudarão você; talvez ele ajudará você a encontrar outros. Mas, em qualquer caso, vá à Bíblia e encontre tanto o fundamento para a pureza quanto a sabedoria que pode te ajudar a cada momento.
Alguns dos e-mails mais tristes que recebi em meu ministério online vieram de mulheres, que são mais velhas que você, e talvez, com idade para ser sua mãe. Eles contam histórias de devastação completa – de maridos que se envolveram com pornografia quando eles eram jovens, e que nunca se importaram em abandoná-la. E aqui estão eles, todos esses anos depois, ainda destruindo-se e destruindo suas esposas e famílias. As escolhas que fizeram enquanto jovens ameaçam destruir suas famílias hoje. Essas mulheres, cujos maridos foram chamados por Deus a se intoxicarem com elas por toda a vida, vivem com grandes lacunas em seus corações, esperando que seus maridos se apresentem e os preencham. Poderia esta  ser a sua esposa em algum momento?
O fato é que Deus não dá aos jovens passe livre para pecar; ele não permite que você viva de qualquer jeito por um tempo, e apenas escape ileso. O pecado carrega consigo consequências, quer você peque aos dezoito ou aos oitenta. Afaste-se do seu pecado hoje. Procure a liberdade. Procure Cristo.
Traduzido por Josaías Jr | iPródigo

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Desintoxicação Sexual (5)

Desintoxicação       (Veja aqui a parte 4)

O propósito dessa série de artigos é guiar jovens através de uma desintoxicação sexual. As mensagens sobre sexo ensinadas na sociedade e, especialmente, na pornografia têm deixado uma geração inteira de homens com falsas perspectivas sobre o ato, o significado e o propósito do sexo. No último artigo, tentamos montar juntos o princípio de uma teologia do sexo, mostrando por que Deus nos deu o sexo, por que ele nos deu o desejo sexual, e por que ele deu o desejo sexual em medidas desiguais para homens e mulheres. Agora que vimos o que é o sexo, vamos ver o que o sexo não é, e, então, começar a mostrar que você pode amar sua esposa através do ato sexual. Agora que entendemos o significado e o propósito do sexo, somos levados a perguntar: como um marido expressa seu amor por sua esposa no quarto? É aqui que chegamos ao que sei que provavelmente você quer ou precisa realmente saber – o que devo e o que não devo fazer na cama?
Entretanto, primeiro vamos parar rapidamente para olhar o lado negativo do sexo, e ver o que o sexo não é.

Sexo não é…

Sexo não é supremo. Você talvez não aprenda isso desta sociedade e certamente não aprenderá da pornografia, mas sexo não é a coisa mais importante. Sexo é um bom e maravilhoso dom de Deus, mas não é algo supremo. Dentro do casamento e fora dele, há uma tendência de tornar o sexo maior do que ele é, de permitir que seja um tipo de ídolo. Nossos ídolos são sempre coisas boas a que damos muita importância. Sexo é exatamente esse tipo de coisa boa que pode ser transformada em algo muito maior. Um bom dom de Deus pode começar a usurpar a posição do Deus que o concedeu. Poucas coisas da vida levam à idolatria com uma frequência tão grande, com tanto poder, quanto o sexo.
Sexo não é trivial. O sexo é muito poderoso para que brinquemos com ele. É quase impossível alguém lidar trivialmente com o sexo e não ser atraído por ele de uma maneira mais completa. É muito poderoso, muito cativante. Um namorado e uma namorada que começam a fazer sexo raramente serão capazes de parar, mesmo se eles quiserem muito. Um garoto que começa a se masturbar raramente será capaz de simplesmente parar. Como você provavelmente sabe, uma pessoa que começa a ver pornografia em breve desejará ver mais e mais. É claro, isso é parte da função do sexo – Deus desejou que isso fosse atraente, desejável e quase irresistível. Mas, fora de seu contexto apropriado, o sexo é cativante, levando ao aprisionamento pelo pecado. Portanto, não devemos brincar com o sexo. Ele deve ser inteiramente evitado fora de seu contexto apropriado e, então, totalmente recebido dentro do casamento. Não há espaço para algo mais ou algo menos.
Sexo não é primariamente sobre você. Esposas podem testificar muito bem que têm um entendimento melhor deste conceito que seus maridos. Ainda assim, sexo não é, em última análise, sobre seu cônjuge. Sexo é sobre Deus. Embora um marido possa ser motivado pelo desejo de unir-se a sua esposa e fazer sexo com ela, ele deveria, em última análise, fazer isto por obediência ao mandamento de Deus de que marido e esposa desfrutem do sexo frequentemente. Embora uma esposa possa ser motivada pelo desejo de agradar seu marido ou evitar uma briga, sua motivação primária ou principal deveria ser obediência a Deus. Mesmo que você não tenha desejo de fazer sexo, faça por amor a seu cônjuge. Mesmo que nem você nem seu cônjuge tenham desejo de fazer sexo, façam sexo por amor à obediência a Deus.

O problema em focar os atos

Venho dizendo que a pornografia dá a você ideias erradas sobre sexo, e você está perguntando o que isso significa. Então, aqui está a grande pergunta: o que é o sexo normal? Como pessoas normais normalmente expressam uma sexualidade normal? Esse é o tipo de questão que você talvez seja tentado a perguntar, mas é provavelmente a questão errada. Normal é um alvo móvel, do tipo que pode mudar de casal para casal, cultura para cultura, tempo para tempo. A melhor questão é: qual é o propósito de Deus para o sexo? Essa é uma questão ampla, que nos levará a uma resposta que pode incluir mesmo atos particulares, e excluir outros. Ainda assim, não desejo me prender em atos sexuais em particular, uma vez que isso talvez sirva mais para distrair que ajudar. E espero que essa questão possa nos levar de volta ao resto dessa série, construindo esta teologia da sexualidade. Se você ainda não leu esses capítulos, seria uma boa hora para parar e fazer isso.
O princípio que nós, como humanos, sempre queremos perguntar é: “até onde  eu posso ir?”. Mas a questão melhor, mais bíblica, quando se trata de sexo é “o que a dá prazer?”. É claro que mesmo essa boa questão deve ser perguntada com uma consciência de que existem coisas que Deus expressamente proíbe, e outras que ele expressamente ordena. Esses são limites firmes. Sexo deve ser somente e sempre entre marido e esposa. Introduzir alguém mais nesse relacionamento, seja fisicamente, ou apenas graficamente, como por meio da pornografia compartilhada, é uma perversão da natureza um-a-um da sexualidade. Sexo deve ser feito em amor, não com raiva (o que significa que um homem pode estuprar sua própria esposa, se ele se impõe violentamente sobre ela. Que violação do sexo!). Sexo, como tudo mais na vida, deve ser feito com autocontrole, não com uma ausência insensata de domínio próprio.
Dentro desses limites dados por Deus, entregues para nosso bem, existe uma tremenda liberdade. É a liberdade para explorar, descobrir, brincar, dizer “sim”, “não” ou “nunca mais”. Mas é uma liberdade que precisa ser santificada, ser feita santa, especialmente para aqueles que tiveram seu entendimento de sexo moldado pela pornografia. As coisas que supostamente estimulam as estrelas pornôs muito provavelmente não são as coisas que estimularão sua esposa ou que a farão se sentir amada e valorizada ao invés de diminuída em seu leito conjugal. Por quê? Porque as coisas que você tem visto na pornografia são coisas que foram criadas para excitar aqueles que já estão endurecidos contra o que é bom e puro. Aqueles são atos preparados para estimular o coração endurecido, não o coração amável (coloquei em itálico porque quero que você entenda, que pense sobre isso). Você entende o que estou dizendo aqui? Muitas das coisas que vemos na tela quando assistimos pornografia não é o tipo de coisa que você deveria tentar fazer ou impor à sua esposa. Revistas e sites de aconselhamentos (cristãos e não-cristãos) estão cheios de questões sobre o que constitui um comportamento sexual normal. Quando vejo as questões que as pessoas fazem, não é difícil saber quais têm visto pornografia. As perguntas que elas fazem são essencialmente “tudo bem se eu e minha esposa realizarmos esse ato pornográfico?”.
O sexo é amável. Você vê amabilidade na pornografia ou você vê violência? O sexo é doce. Você vê doçura na pornografia que você assiste ou é algo degradante? O sexo é altruísta e doador. Mas a pornografia não é totalmente sobre conseguir e sobre conquistar? Não é sobre ter minhas necessidades satisfeitas agora? Sexo tem limites. Mas a pornografia não supõe que tudo que sinto ou qualquer coisa que eu deseje é aceitável simplesmente porque eu a desejo? A pornografia zomba dos limites.

Mas eu não posso…?

Se eu fosse te dar uma lista de “faça” e “não faça”, esse seria o lugar para fazê-lo. Ou poderia escrever um longochecklist com x em algumas caixas e em outras, não. “Sim você pode fazer isso, sim você pode fazer isso, não você não pode fazer isso”. Em certo sentido, sinto que seria útil, mas ao mesmo tempo, indubitavelmente refletiria minhaconsciência, minhas forças, minhas fraquezas. Seria inevitavelmente legalista por um lado, e licencioso por outro. O que um casal acha abençoadamente prazeroso pode ser repulsivo para outro. A liberdade de alguém é o cativeiro de outra pessoa. Essa é uma das estranhas realidades da maneira que Deus nos fez – eles nos fez diferentes e nos deu diferentes consciências. Portanto, há grande liberdade dentro do casamento para explorar, tentar novas coisas e desfrutar de coisas que são mutuamente prazerosas.
Ao invés daquela longa, porém desapontadora e inútil checklist, deixe-me oferecer os seguintes direcionamentos e deixar que você, em algum momento, o complete com sua esposa. Aqui estão algumas perguntas úteis a se fazer.
O que está em meu coração? Tudo que fazemos, seja no quarto ou em outro lugar, é motivado pelo coração. Portanto, há mais valor em perguntar “o que está em meu coração para que eu queira fazer isso?” que “esse ato em particular é errado?”. Jesus ensinou seus discípulos que é o que vem de dentro, não coisas externas, que contaminam um homem (Marcos 7). Todas as coisas más, quer adultério ou cupidez ou imoralidade sexual, vêm de dentro. Portanto, você precisa ter um coração amável e desejar olhar dentro de seu coração para procurar sua motivação. Faça somente aquilo que é motivado pelo amor por sua esposa. Evite coisas que são motivadas por qualquer tipo de pecado.
Este é o ato de um dominador ou de um servo? Você sabe muito bem que muitos dos atos dentro da pornografia são atos de conquista, não atos de amor e serviço. Você sabe que, na pornografia, o prazer do homem é geralmente bem maior e bem mais genuíno que o da mulher. Não submeta sua esposa a atos que fariam ela sentir-se como apenas um meio para um fim, que fariam ela sentir-se dominada ao invés de amada e sustentada, como se ela fosse maculada ao invés de valorizada.
Isso traz prazer a um ou a ambos? Um dos propósitos do sexo é trazer prazer mútuo. Em seu melhor, o sexo permite que ambos os cônjuges deem e recebam prazer ao mesmo tempo, e por meio dos mesmos atos. O sexo é único nisto, e poderoso e satisfatório de maneira única. Pode acontecer de haver alguma desigualdade no doar e receber prazer, mas cada cônjuge sempre deveria procurar o maior prazer do outro, não de si mesmo. Nunca se agrade às custas de seu cônjuge; não cometa atos que são prazerosos para um e repugnantes para o outro.
Isso perturba sua consciência ou a do seu cônjuge? A consciência é um dom especial de Deus e algo que ele nos ordena a ouvir (Tito 1.15). Enquanto Deus nos dá a todos a mesma Lei por meio de sua Palavra, ele dá a cada um de nós uma consciência que é toda nossa. É-nos exigido que ouçamos essa consciência e não a violemos. Não viole sua consciência a respeito de certos atos, e nem engane sua esposa ao violar a dela.
Você pode agradecer a Deus por isso? É difícil agradecer a Deus por coisas que fizemos em violação à Lei ou à consciência. Ao considerar atos particulares, é importante pensar se você seria capaz de agradecer a Deus por eles. Não faça nada pelo qual você não possa agradecer a Deus.
Em muitos casos, esses direcionamentos podem ser desapontadores, ao convencê-lo de que certas fantasias alimentadas pela pornografia podem não se realizar. Você descobrirá que existem coisas que você assistiu e que você gostaria de tentar, porém elas violam alguns dessas questões. Algumas coisas que são normais na pornografia são proibidas por Deus e são pecado contra ele e contra seu cônjuge. Entretanto, se você confia em Deus, você saberá que ele te dará graça não apenas para superar – na verdade, superar a si mesmo – mas também, para encontrar prazer maior em coisas maiores e mais puras. Muitos casais comprometidos lhe dirão que, durante anos e décadas, eles encontraram grande e crescente prazer naquilo que, de acordo com a pornografia, seria um sexo bem chato. Os anos de sexo com o outro têm provado ser bem mais interessantes, bem mais atraentes, bem mais satisfatórios que qualquer prazer que eles encontrariam fazendo loucuras. Você confia, em Deus, que este pode ser o caso para você e seu noivo?
Traduzido por Josaías Jr | iPródigo
Notas:
Esta série foi originalmente publicada por Tim Challies em seis partes e mais tarde foi compilada em dois e-books, disponíveis em formato PDF neste link.