quarta-feira, 19 de agosto de 2015

VALE TUDO ENTRE AS QUATRO PAREDES DO QUARTO?

Esta é uma pergunta que assombra muitos cristãos. “Isso pode? Isso não pode? É permitido por Deus?”. No geral, a religião acaba limitando a vida sexual do cristão, infelizmente, mas não podemos generalizar. Existem casais cristãos que vivem uma vida sexual livre e satisfatória, sem neura alguma, assim como também existem casais não cristãos que são completamente frustrados na cama. Creio que a religião teve uma influência muito negativa no decorrer da história no que diz respeito ao sexo. Muitas verdades Bíblicas foram (e ainda são) distorcidas, “neurotizando” aquilo que era pra ser prazeroso e natural. No passado, o sexo era visto como tabu, algo sujo, inclusive entre os casados, e a igreja (instituição) foi uma das grandes responsáveis por esta visão. Infelizmente muitos ainda pensam dessa forma, especialmente dentro das denominações mais radicais. São pessoas completamente limitadas na vida sexual. Vivem atormentadas pelo medo e pela culpa. Conheço casais que pedem perdão depois do sexo, algo que não tem fundamento Bíblico algum! Uma total falta de informação, quer dizer, excesso de informação distorcida. Mas como eu disse, não podemos generalizar. Muitos cristãos que realmente entenderam a grandeza do amor de Deus por nós através da vida e dos ensinamentos de Jesus, conseguem viver uma vida sexual plena e livre de culpa.
Recebo muitos e-mails de cristãos desesperados, com graves problemas na área sexual. O motivo? Não se fala sobre sexo abertamente dentro das igrejas (com raríssimas exceções). Então, aquilo que era visto como tabu no passado, vai passando de geração em geração. As pessoas não conseguem se libertar de questões muito simples, por medo de irem para o inferno. Além disso, se sofrem algum tipo de trauma ou abuso na infância (o que geralmente traz sérias consequências na vida adulta) não encontram espaço dentro da igreja para se abrir e buscar orientação, pois o medo de serem julgadas ou mal vistas é muito grande. Mas a partir do momento que você entende a mensagem de Cristo, que está focada no amor a Deus acima de todas as coisas e ao próximo como a si mesmo, tudo fica mais leve e natural.

Mas isso só acontece quando o cristão desliga o botão de automático, para de balançar a cabeça para tudo o que é imposto como regra pela liderança da igreja e busca entender a vontade de Deus através da leitura Bíblica, especialmente dos Evangelhos (que tratam especificamente dos ensinamentos de Cristo). Os cristãos são chamados a raciocinar, isso é saudável e essencial! Infelizmente a grande massa cristã (católicos e protestantes) acaba indo na onda do movimento. Se o líder diz que fazer sexo de luz acesa é pecado, o povo grita aleluia e amém. Não se dá nem ao trabalho de conferir na Palavra se o argumento tem fundamento. Paulo fala na sua carta aos Romanos, no capítulo 13, que toda a lei de Deus se resume ao amor: “Pois estes mandamentos: “Não adulterarás”, “não matarás”, “não furtarás”, “não cobiçarás”, e qualquer outro mandamento, todos se resumem neste preceito: “Ame o seu próximo como a si mesmo”. O amor não pratica o mal contra o próximo. Portanto, o amor é o cumprimento da lei.” Então, se houve amor sincero na sua atitude, inclusive durante o sexo, você cumpriu a lei. Simples assim.
Para os que ainda estão presos pelas amarras da religião, é muito difícil ter uma vida sexual plena e sem culpa. Vira neurose! E aí, a neura do irmãozinho acaba virando doutrina e regra para a vida da igreja. Não podemos fazer dos nossos gostos e desgostos pessoais regra para vida de ninguém. Se alguém se sente mal praticando sexo “x” com seu cônjuge, tudo bem, devemos respeitá-lo. Mas ele não deve impor isso como regra para a vida da comunidade. É por isso que existem tantos relacionamentos doentes dentro das igrejas. As dezenas de e-mails que recebo não me deixam mentir. Pastores que proíbem o sexo “assim” ou “assado”, mas vivem mergulhados na pornografia e masturbação, pois a vida sexual com sua esposa (que também está cheia de neuras) é uma grande frustração. Padres que mandam esposas rezarem 30 Pai Nosso e 20 Ave Maria porque colocaram a boca no órgão genital do marido, mas praticam a pedofilia. Maridos que não sentem prazer algum em ver suas mulheres peludas e transam com elas pensando na vizinha depilada. Vivem apenas de aparência, uma grande hipocrisia! 
O segredo para uma vida sexual saudável também está na conversa. Deve haver comunicação fluente nesta área. As vezes o que é prazeroso para o marido, não é nada prazeroso para esposa. O que causa grande prazer em uma mulher pode causar repulsa na outra. Deve existir conversa franca e frequente, sempre em amor. A intimidade sexual é um aprendizado que dura a vida inteira. Ninguém deve se iludir pensando que vai entrar no casamento e experimentar o sexo dos sonhos. Isso só existe nos filmes! O casal deve ir se descobrindo aos poucos, e quando tiverem com 40 anos de casados, ainda vão estar se descobrindo!
Muitas denominações pregam que o prazer apenas por prazer é pecado. Não creio dessa forma. Se acreditamos que Deus nos formou por inteiro, então obviamente o clitóris, ou o ponto “G”, também foram criados por Deus. O homem, ao ejacular, também sente prazer, e isso faz parte do plano de Deus na criação. Pois bem, pensando assim, podemos concluir que o sexo não foi feito somente para a procriação, mas também para o prazer. Se Deus não quisesse que o homem (a raça humana) sentisse prazer na relação sexual, teria nos criado de outra forma. Quem sabe teria programado nosso libido para funcionar uma vez ao ano, apenas na época de reprodução. Então, sem sombra de dúvidas, Deus se agrada do sexo entre marido e mulher e do prazer que ele proporciona.  
Paulo também aconselha, primeiro aos casados e depois aos solteiros: “Não se recusem um ao outro, exceto por mútuo consentimento e durante certo tempo, para se dedicarem à oração. Depois, unam-se de novo, para que Satanás não os tente por não terem domínio próprio.” e “Mas, se não conseguem controlar-se, devem casar-se, pois é melhor casar-se do que ficar ardendo de desejo” (1 Coríntios 7:5,9).Estes versículos transmitem a clara informação de que é completamente aceitável sentir prazer no sexo, pois é algo fisiológico. Se Paulo diz que o cara deve casar para não ficar ardendo em desejo, é porque ele vai satisfazer esse desejo com a esposa, correto? Sem contar o livro de Cânticos, na Bíblia, que é uma ode ao sexo! Não existe espaço para dúvidas. Como eu disse anteriormente, é só questão de pesquisar e raciocinar.
Creio também que a grande maioria dos conflitos é gerado pelo egoísmo, inclusive na área sexual: “Meu marido/esposa precisa me satisfazer sexualmente!” A pessoa não se preocupa em saber o que mais dá prazer ao cônjuge, se algum tipo de carinho ou movimento realmente o agrada, não espera o tempo dele, enfim… Imagine um casal onde os dois pensam dessa forma? Pela lógica, teríamos pelo menos um dos cônjuges frustrados na cama. Mas quando utilizamos a lei do amor, citada anteriormente, o pensamento muda: “Amo tanto meu/minha esposo (a) que desejo satisfazê-lo (a) plenamente!” Se os dois agirem dessa forma, imaginem  que sexo maravilhoso terão? Ninguém busca o sexo para sofrer, é obvio, todos desejam o prazer, mas a raiz do problema está em buscar a própria satisfação exclusivamente, sem se preocupar com o prazer do outro. 
Existe um  grande equívoco na interpretação do que Paulo escreve em sua primeira carta aos Coríntios:
“O marido deve cumprir os seus deveres conjugais para com a sua mulher, e da mesma forma a mulher para com o seu marido. A mulher não tem autoridade sobre o seu próprio corpo, mas sim o marido. Da mesma forma, o marido não tem autoridade sobre o seu próprio corpo, mas sim a mulher. Não se recusem um ao outro, exceto por mútuo consentimento e durante certo tempo, para se dedicarem à oração. Depois, unam-se de novo, para que Satanás não os tente por não terem domínio próprio.”
Muitos homens utilizam esse texto para justificar atitudes abusivas na cama. Eles praticam um sexo egoísta, desprovido de amor, maltratam suas esposas física e emocionalmente e ainda justificam dizendo: “A Bíblia ensina que seu corpo me pertence. Você tem a obrigação de me satisfazer!” Isso é uma interpretação maligna! É imprescindível analisar o contexto. Paulo está dizendo claramente sobre o perigo que há na privação sexual entre marido e mulher. Não é difícil de entender. Deixe seu marido sem sexo por muito tempo que rapidamente ele estará se deleitando em pensamentos eróticos, masturbação, pornografia e quando não, na prostituição. É algo fisiológico. Muitas mulheres também sentem dessa forma. E isso obviamente trará grandes conflitos para o relacionamento. Então, para evitar que aconteça, não se privem. Pronto, simples assim. Quando assumimos o compromisso do casamento, estamos nos comprometendo também em satisfazer nosso cônjuge na área sexual. O meu corpo será para ele e o dele para o meu, e isso não é ruim, muito pelo contrário!
“Mas afinal, o que é permitido dentro do sexo cristão?” Se seguirmos ao pé da letra o que muitas religiões ditam por aí, faremos apenas o sexo “papai e mamãe”, de luz apagada e olhe lá! A partir do momento que entendemos o Evangelho, ou seja, o relato da vida e dos ensinamentos de Jesus, nos libertamos de muita coisa que a religião aprisiona. É realmente um sentimento de liberdade e vida nova! Amo meu esposo, ele me ama e dentro do nosso amor quem estabelece os limites somos nós. A única regra que obedecemos é aquela imposta por Jesus: o amor.
Jesus viveu e ensinou o amor. Se eu creio que o próprio Deus habita em mim, devo resplandecer este amor através dos meus atos e palavras, inclusive na área sexual. Sobre o sexo oral, por exemplo, não existe nenhuma passagem Bíblica afirmando que você só pode colocar a boca há 5 centímetros de distância do órgão genital do seu cônjuge, passando disso entrou em área pecaminosa. Chega a ser cômico. Não existem órgãos mais pecaminosos que outros, pois Deus nos criou por inteiro! O único órgão do nosso corpo que tem o poder de nos fazer pecar é o coração, “pois é dele saem os maus pensamentos, os homicídios, os adultérios, as imoralidades sexuais, os roubos, os falsos testemunhos e as calúnias. Essas coisas sim tornam o homem ‘impuro’.” Mt 15:19. 

Jesus falou: “O que entra pela boca não torna o homem ‘impuro’; mas o que sai de sua boca, isto o torna ‘impuro’”. Mt 15:11. Então, colocar a boca em alguma parte do corpo do cônjuge, ir ao motel, fazer canguru perneta ou utilizar adereços (lingeries, óleos de massagem, velas…) para apimentar a relação, só será pecado se o que vier de dentro for ruim, ou seja, se a intenção do coração for ruim. Se for prazeroso para ambos, feito em amor e dentro da aliança do casamento, não há com o que se preocupar. Muitos alegam que o sexo oral ou anal podem trazer doenças, e que devemos cuidar do nosso corpo que é templo do Espírito Santo. Concordo, mas isso não se restringe ao sexo. O que dizer de uma pessoa que não pratica sexo oral/anal, mas vez ou outra exagera no refrigerante ou Eastwood? Dá na mesma. Entendo que neste caso é questão de saúde, não de pecado. O perigoso mesmo é se preocupar demais com o exterior e acabar esquecendo do principal: o coração.
Também entendo que a mulher da pornografia, o homem nu da revista ou a terceira pessoa do menáge à trois, não fazem parte da minha união com meu esposo, por isso não têm espaço no nosso relacionamento. E se houver o desejo de algo novo, o segredo é conversar, priorizando sempre a aliança do casamento e o amor que sentimos um pelo outro. Se vai machucar, desrespeitar, humilhar ou causar algum tipo de desconforto, não rola. Vale para os dois lados.

“Mas Dani, o sexo é tão importante assim?” No geral, para o homem, o sexo frequente é essencial, assim como beber água. Já para a grande maioria das mulheres, não. Mas isso não é regra. Um casamento que tem problemas na área sexual acaba tendo nas outras. Um homem sem sexo há muito tempo ou esposas frustradas na cama, acabam recorrendo há outras ferramentas para satisfazer seus desejos e isso traz problemas para as outras áreas do relacionamento. Digo que o sexo não é prioridade, mas é uma das pernas “da mesa”. Se uma delas não estiver firme, a mesa tomba.


Concluindo, como saber se o que estamos fazendo está dentro da vontade de Deus? Convivendo com Ele, não tem outro jeito. E como conhecer a Deus? Ele se mostrou ao mundo através de Jesus. Foi como se estivesse dizendo: “Se eu fosse humano, seria assim”. Por isso Jesus disse: “Quem crê em mim, não crê apenas em mim, mas naquele que me enviou. Quem me vê, vê aquele que me enviou“. João 12:44-45. Não tem como dizer que conhece a Deus se não conhece a Cristo. Precisamos caminhar ao seu lado através da leitura Bíblica e oração constante. A leitura dos Evangelhos (Mateus, Marcos, Lucas e João) deve ser prioridade na vida de um cristão, pois são um relato da vida de Jesus, desde o seu nascimento até sua morte. Todos os outros livros da Bíblia devem ser lidos a partir de Jesus e com base em seus ensinamentos. Ele é a chave hermenêutica da Bíblia. Fortalecendo o seu relacionamento com Deus, o Espírito Santo vai lhe dando sabedoria na caminhada para tratar de situações delicadas como o sexo. O seu entendimento vai se abrindo aos poucos e você vai se tornando uma pessoa livre em Deus. Livre de culpas, traumas e neuras.

Jesus foi um grande revolucionário! Escandalizou centenas de religiosos da época com a sua mensagem e continua escandalizando até hoje, pois quando fala que está preocupado com o interior e não com o exterior, tira o poder das mãos humanas, e isso assusta os religiosos interessados no poder, pois eles só conseguem ter acesso ao exterior. Como sou uma seguidora de Jesus e proclamadora da sua mensagem, então é provável que esse texto escandalize muita gente. Acharia estranho é se isso não acontecesse…


terça-feira, 26 de maio de 2015

O que ‘Vingadores 2’ nos ensina sobre casamento e família


Na última Sexta-Feira cumpri minha promessa de levar meu pequeno rebanho de filhos para assistir o filme que eles vinham aguardando o ano inteiro: ‘Vingadores: Era de Ultron’. Eu esperava ter que explicar algumas coisas, como eu faço em qualquer filme, e o fiz. Houve uma ou outra profanidade. O vilão tinha um certo ‘complexo de messias’, inclusive com algumas citações do Próprio Messias. Mas o que mais me surpreendeu foi a centralidade da família nesse filme. E, por família, eu não estou falando do conceito elástico e redefinido de “famílias”, mas uma afirmação contracultural da estabilidade da família natural e nuclear.

Deixe-me avisar logo que vou dar alguns spoilers para quem ainda não viu o filme, mas deixe-me dizer também que não há nada aqui que vai estragar o filme para você. Na verdade, o fato de que o que eu vou falar inclui uma “surpresa” da trama é exatamente parte do meu argumento.
Em certo ponto do filme, o grupo de super-heróis se encontra fugindo em frangalhos, sem ter onde se refugia de um Ultron virtualmente onisciente (olha o complexo de Messias novamente). Até que eles encontram um ponto no mapa onde não poderão ser achados. É a casa do Gavião Arqueiro, isolada em uma área rural. A grande surpresa é que, esperando por ele, estão sua mulher e seus filhos. O arqueiro nunca contou a seus colegas, ou seus superiores, sobre sua família para mantê-los protegidos de sua vida de perigos.
A ideia de ter uma família parece chocar a todos. Ninguém sequer havia pensado na possibilidade. Mais cedo, no filme, quando o Gavião Arqueiro tem uma ferida restaurada por meio de pele regenerada (alerta de spoilers novamente, me perdoe), a doutora fala “Nem a sua namorada vai perceber a diferença”. Em uma das cenas mais comoventes do filme, a esposa do arqueiro passa a mão em seu abdômen e diz “eu consigo perceber a diferença”. Essa não é uma namorada. Isso é uma só carne, mente e corpo, uma esposa e seu marido.
Além disso, a casa é um refúgio. Com todo o caos acontecendo no mundo ao redor, essa casa, cheia de crianças correndo e peças de Lego espalhadas pelo chão, é um lugar de paz. É, como Cristopher Lasch costuma dizer, “um porto seguro em um mundo sem alma”. Até mesmo Bruce Banner parece tranquilo nesse lugar (e nós saberíamos imediatamente se ele estivesse nervoso). Ao contrário do Super-Homem, a fortaleza desses heróis não é de solidão.
A vida de marido e pai do Gavião Arqueiro não é vista como algo que diminua seu heroísmo. É algo apresentado quase que como um luxo, algo a ser invejado, aspirado. Mais tarde, no filme, a Viúva Negra revela que parte de seu treinamento envolveu sua esterilização. Isso é visto como uma profunda perda. O Capitão América olha para a vida do Arqueiro e se pergunta se a possibilidade de ter algo parecido morreu quando ele foi enterrado no gelo durante a Segunda Guerra.
É interessante que a vida familiar “tradicional” do Arqueiro é vista como contracultural, no melhor sentido do termo. Pelas últimas duas ou três gerações, os heróis da cultura popular estiveram tentando escapar da “conformidade” engessada da família nuclear. Nesse filme, entretanto, a conformidade parece ser namorados, encontros e, implicitamente, sexo e romance, mas não casamento e família. Uma família de marido, mulher e filhos é mais surpreendente que robôs com inteligência artificial, animação suspensa e monstros de radiação Gama.
Talvez isso seja um sinal de um desejo por algo diferente. Como já disse muitas vezes antes, a Revolução Sexual não consegue cumprir suas promessas. O colapso das famílias não traz a liberação que alguns esperavam. Aqueles de nós que acreditam nos antigos caminhos precisam nutrir esses hábitos e práticas, não apenas em obediência a Deus e não apenas para o nosso próprio florescimento, mas pelo bem das próximas gerações. Famílias projetadas de acordo com o padrão de Cristo serão algo estranho e até absurdo, mas, às vezes, o estranho e absurdo é exatamente o que as pessoas estão buscando. De fato, amor, casamento e família: às vezes até os super-heróis precisam do que eles nem imaginavam que queriam.
Por RuSSELL D. MOORE  Fonte: Reforma 21
Traduzido por Filipe Schulz | Reforma21.org | Original aqui
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segunda-feira, 11 de maio de 2015

ELE SÓ QUER SEXO, ELA SÓ QUER FLORES!

Neste último sábado, meu marido passou quase 2 horas configurando e melhorando o visual dos meus blogs. Ficaram lindos, obrigada amor!  Por ser um dia de folga, ele poderia muito bem ter resolvido fazer o que gosta: ler ou ver um filme. Ainda mais depois de termos passado a manhã na feira e no shopping fazendo compras, ou seja, uma sessão de tortura para qualquer homem (se bem que ele curte fazer programas em família, inclusive esses). A tarde, uma amiguinha da Raquel esteve em casa, o que serviu para entreter as crianças por um bom tempo, assim, tivemos um tempinho só para nós (com muitas interrupções é claro…rs). Mas foi suficiente para colocarmos em prática tudo aquilo que temos aprendido através dos livros, experiências e principalmente com Deus.
Bom, mas o que estou querendo dizer com tudo isso? O Felipe decidiu por me amar naquela tarde. Ele sabia que uma das minhas principais linguagens do amor é Qualidade de Tempo, por isso, passou um tempo junto comigo fazendo coisas de meu interesse. Nesse tempo, conversamos, rimos, dividimos experiências… Foi mais do que especial! Meu tanque emocional ficou transbordando. E por estar tão satisfeita, foi muito fácil e prazeroso poder retribuir todo este amor, falando as principais linguagens do amor dele: Toque e Palavras e Afirmação.
Falei na última postagem que todo ser humano possui uma linguagem do amor, que é sua forma de entender e receber amor. Existem 5 tipos de linguagem: Qualidade de Tempo, Palavras de Afirmação, Atos de Serviço, Presentes e Toque. A maioria das pessoas possui uma linguagem primária e outra secundária, e algumas possuem duas primárias, assim como eu. As minhas duas principais linguagens são: Qualidade de Tempo e Atos de Serviço. Vou falar nas próximas postagens sobre cada uma dessas linguagens. Já dei uma pincelada na “Qualidade de Tempo”, mas quero falar mais detalhadamente outro dia.
Meu foco hoje é fazer com que você descubra qual a principal “Linguagem do Amor” de seu cônjuge, para que muito em breve possa começar a expressá-la. Imagine que você se apaixone por um homem que só fale inglês. Um dos dois terá que se esforçar para aprender o idioma do outro, para que haja uma boa comunicação entre vocês, e é exatamente disto que estou falando. A primeira coisa a ser feita é descobrir qual a linguagem do seu esposo(a) para que possa demonstrar todo o seu amor de uma forma que ele entenda.
Mas como o tipo de “Linguagem do Amor” é definido em cada pessoa? Isso acontece logo na primeira infância, com base em sua formação psicológica e de acordo com a forma com que os pais e pessoas próximas lhe deram carinho. Assim como qualquer idioma, essa se tornará sua “língua materna”. No decorrer da vida poderá aprender outras línguas, mas nenhuma será tão bem entendida e pronunciada como aquela que aprendeu nos primeiros anos de vida.
Você já conheceu alguma esposa que cozinha, lava, passa, cuida das crianças e não consegue que seu marido reconheça todo esse esforço como demonstração de amor? Isso acontece com muita frequência. Se a linguagem dele não for Atos de Serviço, você nunca vai fazer com que ele entenda e receba seu amor. Outra coisa que acontece com frequência, são maridos que necessitam de sexo diariamente, ou no mínimo dia sim, dia não. Se a linguagem dele for Toque, o sexo será uma grande demonstração de amor de sua parte. Mas se o da esposa não for, isso será uma grande encheção de saco! Ela não odeia sexo, mas precisa desesperadamente que ele expresse a sua linguagem do amor, aí então, o desejo pelo ato sexual se tornará natural e prazeroso.
A necessidade de alguém se sentir amado emocionalmente não é uma característica infantil e egoísta, faz parte da natureza humana. Quando nos apaixonamos essa necessidade é temporariamente suprida, um quebra-galho, com duração limitada. Quando a paixão termina, essa necessidade ressurge. Precisamos do amor antes de nos apaixonarmos e necessitaremos dele enquanto vivermos! E o casamento foi idealizado para suprir essa necessidade do ser humano de intimidade e amor.
Mas vamos a realidade, vou citar algumas frases: “Minha dor interna tornou-se praticamente insuportável!”, “O comportamento que temos perante as falhas um do outro levarão nosso casamento a destruição!”, “Não quero mais continuar casado, cansei!”, “Nosso amor terminou…”, “O nosso sonho de vivermos felizes para sempre se espatifou contra o muro da realidade.”, “Não gostamos mais de ficar juntos, não completamos mais um ao outro.”, “Sinto como se não o conhecesse mais…”, “Ele só faz o que quer, nunca se preocupa com meus sentimentos…”.
Eu poderia continuar escrevendo frases desse tipo durante uns 5 ou 6 dias. Você já ouviu ou disse alguma delas? Todas retratam pessoas com “tanques emocionais” completamente vazios. Parece bobo, mas a solução pra isso é muito simples, trabalhosa, mas simples: Encher o tanque emocional do seu cônjuge! Peço que não pense mais em você neste momento. O seu foco a partir de agora será o seu esposo(a). Por que? Falar a primeira linguagem do amor de seu cônjuge poderá alterar completamente o comportamento dele! Você ficará surpreso! Se no decorrer do tempo ele perguntar o que está acontecendo com você, só aí então explique sobre as 5 Linguagens do Amor e pergunte se ele estaria disposto a descobrir qual é a sua. Se ele mostrar interesse, peça que leia esses textos, mas  caso contrário, não toque no assunto. Simplesmente fale a linguagem do amor dele, só isso.
E como descobrir a sua linguagem do amor e de seu cônjuge? Pegue papel e caneta. É sério, pegue lá e depois volte a ler. Coloque a cabeça pra funcionar e anote tudo o que vou perguntar:
1. O que se cônjuge (ou você) faz ou deixa de fazer que mais o magoa? O oposto disso será um bom indicativo para descobrir qual a sua linguagem do amor e de seu esposo(a).
2. O que você mais solicita do cônjuge? Aquilo que você ou ele mais requisita é o que provavelmente faz com que se sintam amados.
3. O que você (ou ele) faz e diz com frequência para expressar amor? Pode ser uma boa indicação de que por esta mesma linguagem também se sintam amados.
Depois disso, provavelmente acenderá uma lâmpada em sua mente, tipo daquelas de desenho animado! Mas ainda há muito o que falar sobre este assunto. Vou deixar para o próximo texto, meus pequenos já estão acordando…rs. Até lá!
Assim, permanecem agora estes três: a fé, a esperança e o amor. O maior deles, porém, é o amor.
1 Coríntios 13:13
Assim, permanecem agora estes três: a fé, a esperança e o amor. O maior deles, porém, é o amor.
1 Coríntios 13:13
“Assim permanecem agora esses três: a fé, esperança e o amor. O maior deles porém é o amor.” 1Cor 13:13
*Alguns trechos foram retirados do livro: As 5 Linguagens do Amor – Gary Chapman – adaptados por Daniela Marques

quarta-feira, 6 de maio de 2015

ELA É A PESSOA CERTA PRA EU CASAR?

“Com quem vou passar o resto da minha vida?” Posso afirmar, sem medo de errar, que esta é a segunda escolha mais importante das nossas vidas (sendo a primeira a decisão por Cristo). A paixão é enganosa. Ela nos seduz e nos cega. Faz com que detalhes importantes sejam deixados de lado. Quando estamos namorando, sonhamos com o ideal, mas quando nos casamos, nos deparamos com o real. O processo de ajuste é muito dolorido e complicado. As decepções da vida não acontecem por causa daquilo que encontramos (a realidade), mas sim por causa daquilo que idealizamos. E esse texto foi escrito exatamente por isso: trazer os pombinhos apaixonados de volta ao mundo real!”Tudo o que ele precisa é do amor de uma boa mulher” é a frase clássica das mulheres que se casaram fazendo vista grossa para alguns “detalhes” importantes, e depois, passaram o resto das suas vidas arrependidas por terem pensado assim. Tudo o que um homem (e uma mulher) realmente precisam é de Deus! Um casamento feliz é formado por duas pessoas que são 100% realizadas em Deus. Não case pensando que o seu cônjuge irá preencher o vazio que existe em você, pois não vai.Analise cada questão abaixo com seu namorado ou noivo e exponha o seu ponto de vista. Talvez a conversa dure alguns dias, mas será um investimento valioso! Muitos casamentos não teriam trazido tanta dor e sofrimento (e até acabado em divórcio) se os pombinhos tivessem tido maturidade para discutir as seguintes questões:
Vida financeira - como o seu namorado/noivo tem lidado com o dinheiro (limite, cheque especial, dívidas)? Quando casarem, terão uma conta conjunta (aconselho que sim!)? Caso não, dividirão as despesas e cada um fará o que bem entender com o restante? Irão poupar alguma porcentagem do salário mensalmente? Para que fim? Você acha que devem separar por mês algum dinheiro para doações, caridade, dízimos e ofertas? E quanto você pretende gastar com prazeres pessoais (roupas, sapatos, acessórios, livros, filmes, viagens, restaurantes, cabeleireiro e etc.)? É muito difícil estipular um valor exato, mas dá para ter uma ideia do que seu/sua namorado(a) pensa a respeito. Existem mulheres que não ficam um mês sem comprar um sapato novo e homens que gastam uma bela grana com o carro semanalmente (mesmo sem dinheiro na conta). O que acham disso? Terão cartão de crédito para todas as compras ou apenas para as parceladas e aquelas acima de um valor “x”? Pretendem fazer um plano de saúde? Que tipo?
Profissional - Quais são os seus planos profissionais? Pretende fazer faculdade, pós, mestrado? Se sim, acha que isso vai afetar negativamente no tempo que terão disponível um para o outro? Você acha que a mulher deve continuar trabalhando depois que os filhos nascerem? Sonha em fazer cursos extracurriculares? Quais? Por quanto tempo? Pretende parar de estudar? Costuma trabalhar aos finais de semana e feriados? Que consequências isso poderia trazer para o relacionamento de vocês? Viajaria ou mudaria de cidade por causa de um emprego?
Relacionamento com os pais - observe como seu/sua namorado(a) interage com os pais, principalmente nos momentos de crise. Existe respeito e gentileza ao falar? Costuma mentir? Tem domínio próprio ou se descontrola facilmente? É bem possível que depois de alguns meses de casados, seu cônjuge o esteja tratando da mesma maneira que tratava os pais, pode acreditar! Lembre-se: a forma que ele age com você durante o namoro é o ideal, e a forma que ele age com a família é o real.
A família - com qual frequência pretendem visitar a família? Que distância da casa dos pais irão morar? Como farão nos feriados e datas comemorativas (dia das mães, dos pais, Páscoa, natal e ano novo)? A família do seu pretendente costuma chegar na casa das pessoas de surpresa? Você se sente confortável com isso? Existe um bom relacionamento da sua família com a dele? Caso não, como farão nos aniversários?
Religião - Conversem sobre suas crenças. Caso frequentem alguma comunidade, o que pretendem fazer depois de casados? Frequentarão o mesmo local? E quando vierem os filhos, que religião gostariam que seguissem? Se na sua igreja existem trabalhos semanais, vocês frequentarão depois de casados? Juntos ou separados? Quantos dias por semana? Um dos dois costuma orar e ler bíblia em família diariamente? Você gostaria de continuar com esses costumes depois de casado(a)? Seu futuro cônjuge está disposto a te acompanhar? Caso não, isso trará conflitos e chateações?
Filhos - Com que idade pretendem ter filhos? Quantos? Um dos dois pretende abrir mão do emprego para cuidar das crianças? Caso não, as crianças ficarão com a vovó (qual delas?), escolinha ou babá? Que tipo de ajuda espera do seu cônjuge nos cuidados com os filhos? Que valores e ensinamentos gostaria passar à eles? Frequentarão escola particular? Cursos extras? Que tipos de disciplina pretendem aplicar?
Tarefas de casa – Como será feita a divisão de tarefas depois que casarem? O que você acha que compete ao homem e a mulher? Caso os dois trabalhem fora, contratarão uma diarista? Ela vai passar as roupas (o que normalmente acresce no valor)? Quem ficará responsável pelas refeições, compras e feira? Lembro que uma vez discuti com o Felipe, durante o namoro, sobre quem deveria lavar a cueca do homem. Parece besteira, mas se não houver um acordo até nas pequenas coisas, o desgaste será enorme! Conversem sobre pequenos detalhes: roupas, comida, casa, louça, cocô do cachorro, meia suja pela casa e toalha molhada em cima da cama.
Amigos/ Curtição - se vocês possuem apenas amigos em comum e costumam participar dos mesmos eventos, ignore este item. Mas se este não for o seu caso, aconselho que façam um ao outro as seguintes perguntas: Depois que casarmos, você gostaria de continuar saindo sozinho com seus amigos? Toda semana, uma vez por mês? Caso sim, terei o mesmo direito sem que haja discussão? Quais os amigos que você não gostaria que eu continuasse tendo contato? Quais os lugares que você considera inaceitáveis para pessoas casadas? Teremos tempo para os hobbies pessoais? Quando? Quais são eles? Gostaria da minha companhia?
Vida Sexual - pergunte a seu futuro cônjuge o que ele pensa a respeito das seguintes questões: sexo oral, sexo anal, masturbação, pornografia, atração por pessoas do mesmo sexo, frequência sexual e etc. Conversem sobre relacionamentos passados e abusos na infância. Falem sobre vícios que já tiveram ou ainda têm, como pornografia ou masturbação. O que esperam da primeira noite? O que acham do sexo antes do casamento?
Crente de verdade? - conheci o caso de um homem que durante o namoro frequentou a igreja da pretendente, participou de todas as programações e inclusive se batizou! Mas quando chegaram na lua-de-mel, ele disse: “A partir de hoje não vou mais a igreja.” Ela lutou durante anos por este relacionamento, e hoje, está divorciada. Existe uma diferença muito grande entre um cristão de boca e um cristão de coração. Uma pessoa realmente transformada por Jesus Cristo mostra os seus frutos através de palavras e atos, no dia-a-dia. Lembre-se: religião não muda caráter. Clame ao Senhor para que Ele te sabedoria e discernimento nestas questões..
Bom, vou parar por aqui. Você pode achar isso tudo uma grande bobagem, mas confie no que estou dizendo, se conseguirem entrar num acordo sobre cada tópico colocado, irão evitar muita dor e sofrimento. Se você pensa que dá pra resolver tudo depois que casarem, está redondamente enganado! Não achem que a aliança na mão esquerda vai fazer milagre, pois não vai. Em 99% dos casos, a “besteirinha” do namoro se transforma num problemão durante o casamento. Sugiro que discutam um tópico por vez e caso percebam que a visão de vocês é completamente diferente, não insistam no relacionamento. Quanto mais tempo permanecerem juntos, mais difícil e dolorido será para romper.
Permita que Deus esteja no controle dos seus relacionamentos. Peça a Ele que te oriente, te direcione e derrame sabedoria do alto sobre a sua vida. Que pai daria pedra a um filho que pede pão? Deus tem o melhor pra você, não quer que sofra. O grande problema, é que queremos respostas rápidas e imediatas, e de preferência que estejam de acordo com a nossa vontade. Isso é um grande erro! Antes de assumir um compromisso, coloque diante de Deus, pergunte se esta é realmente a Sua vontade e… ESPERE! Peça que o Senhor cumpra a vontade DELE em sua vida. Um bom sinal, é quando os pais desaprovam (ou aprovam) o relacionamento. Em 99,9% das vezes eles tem razão.É simplesmente maravilhoso estar casado com a pessoa que ama e dentro da vontade de Deus. Eu casaria mil vezes se fosse necessário (com o mesmo marido, claro!). Os atritos serão inevitáveis, afinal, o casamento é uma união de dois seres humanos pecadores e falhos, mas muitos deles poderiam ser evitados se o casal se dispusesse a buscar a vontade de Deus, inclusive durante o namoro. Estou te dando um caminho pra isso. Topa dar o primeiro passo?Leia também: Solteiras a procura de uma marido cristão (serve para solteiros também)

terça-feira, 5 de maio de 2015

SOLTEIRAS A PROCURA DE UM MARIDO CRISTÃO!

“Estou apaixonada! Ele é tão bonito, tão correto e honesto. Está sempre na igreja, é filho de pastor, sempre envolvido nas programações. É o cara que sempre sonhei. Vou investir!” Esta é uma frase que costumo ouvir com bastante frequência. Nem sempre com as mesmas colocações, mas sem dúvida regada pelos mesmos desejos e sentimentos. As vezes o rapaz em questão não é filho de pastor, mas é líder do louvor. Em outras, não frequenta nenhuma igreja, mas demonstra ter muita fé em Deus e engajamento em trabalhos sociais. Em alguns relatos, o rapaz é um bom filho, trabalhador e honesto, e com frequência costumo escutar: “Ele disse que está disposto a frequentar a minha igreja. Já ouvi tantos casos de maridos que se converteram depois de casados… Talvez esta seja a minha missão!” Bom, como sou casada, já passei por esta fase e estou cansada de ouvir relatos de mulheres que, quando solteiras foram iludidas e inebriadas pela paixão, creio que seja de vital importância um chacoalhão amoroso nas damas solteiras desesperadas por um marido. O meu desejo é fazer com que voltem imediatamente ao planeta terra, evitando assim que mais vidas e famílias sejam destruídas. 

A paixão é natural, saudável e deliciosa, mas não posso deixar de dizer que é igualmente perigosa. O desespero pelo casamento, o desejo sexual ou o medo de ficar sozinha, normalmente são os grandes responsáveis pela destruição de centenas de lares e vidas, por isso resolvi deixar este alerta. Se você se encontra nessa situação, peço de todo o meu coração que clame a Deus para que sua razão fale mais alto que a emoção.

Já ouvi dezenas de relatos de rapazes aparentemente corretos, frequentadores de igreja, honestos, bem intencionados e etc, que depois de casados fizeram da vida da esposa um inferno: adultério, homossexualidade, masturbação, ciúmes doentio, vícios, pornografia, perversão sexual, comodismo, entre outros. Por isso digo que a prioridade neste momento é orar pedindo a Deus forças, sabedoria e domínio próprio. Coloque os dois pés no chão e se ligue nos detalhes.

Antes de namorar, ficar ou transar com um rapaz (sendo que considero as duas últimas opções insanidade mental para as conhecedoras do Evangelho), precisa conhecê-lo muito bem. Deve descobrir quais são os seus hábitos, seu caráter, como lida com sua família, trabalho, sexualidade e etc. Frequentar uma igreja e suas programações não quer dizer absolutamente nada! Já atendi casos de meninas que foram abusadas na infância por pastores casados, com filhos e que eram referência de cristão na cidade. Também já ouvi relatos de namorados certinhos, que frequentavam as programações da igreja, mas que na lua-de-mel disseram à esposa: “A partir de hoje não vou mais a igreja. Fiz isso só pra te agradar e conquistar. Agora chega!”. Tive a oportunidade também de ouvir testemunhos de mulheres abusadas sexualmente por seus maridos “cristãos” viciados em sexo anal, e que tiveram a sua vida destruída física e emocionalmente. 

Portanto, o que deve ser observado neste momento é o caráter da pessoa e o relacionamento dela com Deus. Perceba se ele realmente tem buscado viver de acordo com o que Cristo ensinou, mas para isso, você precisa conhecer a Cristo, obviamente. Leia o Novo Testamento de cabo a rabo, de cima pra baixo e de frente pra traz, especialmente os Evangelhos de Mateus, Marcos, Lucas e João. Vá aprofundando a amizade aos poucos, com calma, não permitindo que a paixão atropele as coisas. Não tenha pressa, neste momento ela é sua pior inimiga. Por outro lado, a oração e sabedoria vinda de Deus serão suas maiores aliadas.

Aqui estão cinco conselhos importantes e essenciais. Leve cada um deles em consideração no momento de tomar a sua decisão. O homem perfeito não existe, mas se permitir que Deus direcione suas decisões, evitará grande sofrimento e fará com que a experiência do casamento seja especial e edificante. Um homem cheio de Deus é aquele que busca a santidade e não vive de aparências. E ser santo não significa não pecar, mas sim viver com integridade. Um homem íntegro erra, claro, mas é capaz de assumir seus erros, pontos fracos e de buscar ajuda, especialmente em Deus. O casamento pode se tornar uma das experiências mais fantásticas e transformadoras da sua vida se estiverem vivendo no centro da vontade de Deus. Sou prova viva disso! 

Bom, vamos ao que interessa: 
“1. Ele vai impactar você espiritualmente? Se o rapaz não tem um relacionamento sério com Deus, pare por aí, mesmo que ele pareça estar aberto a mudanças. Uma decisão tomada no ímpeto da paixão poderá custar o seu desenvolvimento espiritual, abrir espaço para inúmeras tentações, sufocar a sua vida de oração, fazer com que seu tempo de estar com os irmãos na fé se torne difícil e causar enormes conflitos familiares no futuro. Se o rapaz em questão for declaradamente cristão, ele irá acompanhá-la em oração, leitura bíblica, cultos familiares e nos momentos de estar com os irmãos na fé? Ou você vai viver por conta própria? Ele fará do crescimento espiritual uma prioridade ou fará com que outras coisas venham em primeiro lugar? Ele vai se preocupar com o estado de sua alma para que possa ajudá-la a crescer em santidade e amor a Cristo, ou deixará isso com seu pastor/padre? Ele vai liderar seus filhos nisto ou você terá que tomar a dianteira? Muitas mulheres se casaram com homens imaturos espiritualmente, pensando que isto não seria um grande problema ou que o marido mudaria com o passar do tempo… Elas estavam enganadas e hoje carregam grandes cicatrizes. A saúde de sua eternidade está em jogo. Pense cuidadosamente.
2. Ele vai impactar você emocionalmente? O rapaz em quem você está pensando irá encorajá-la, amá-la, ser gentil e tentar compreendê-la, ou vai querer sair com os amigos quando você estiver tendo uma noite difícil? Ele vai te ouvir quando você estiver lutando com algo ou estará preocupado com o videogame? Ele ficará irritado quando você chora ou vai pegar lenços para enxugar as suas lágrimas e te dar um abraço? Ele vai buscar entender que você é, provavelmente, mais delicada do que ele, mais sensível aos problemas e comentários, ou ele vai, regularmente, sair pisando em seus sentimentos? As mulheres possuem necessidades emocionais, é de sua natureza. Qualquer rapaz que seja indiferente a seus sentimentos e autoestima é egoísta e deve ser descartado.
3. Ele vai impactar você fisicamente? O rapaz com quem você está irá te prover as necessidades básicas? Ele será capaz de te abrigar, vestir e alimentar? Será capaz de trabalhar em qualquer lugar para que não falte o sustento do lar? Um homem que não provê para seu lar é pior que um infiel (I Tm. 5:8). Você pode ter que ajudar a aliviar a sobrecarga financeira, mas, a menos que seu marido esteja inválido ou em alguma outra circunstância incomum, você não deve ter que carregá-la sozinha. Perceba também como ele lida com as dívidas. Ele assume seus compromissos? Atrasa pagamentos? Omite informações importantes? Seu extrato bancário é acessível à você ou trancado a sete chaves?
O homem que está na sua mira se preocupará com seu corpo ou abusará dele? Se ele te dá pequenos tapas, chutes, empurrões ou beliscões enquanto namoram, saia dessa. É quase garantido que ele vai abusar de você depois do casamento, inclusive quando estiver grávida. Estatísticas comprovam isso. Ele vai cuidar e proteger o seu corpo ou vai feri-lo? O homem com quem você está irá cuidar de você sexualmente? Ele vai honrar o leito conjugal em fidelidade física e mental ou vai flertar com outras, alimentar o vício em pornografia, forçá-la a certos tipos de sexo ou mesmo deixá-la por outra mulher? Ele vai ser carinhoso e gentil com você na cama? Você nem sempre pode prever estas questões, mas se as sementes ou práticas já estão presentes, cuidado. Casais de noivos precisam conversar abertamente sobre o assunto para que não hajam tristes surpresas após o casamento. Seu corpo necessita de cuidados e proteção.
4. Ele vai impactar você mentalmente? O homem em quem você está pensando será uma fonte de preocupação ou ele vai ajudá-la a lidar com suas preocupações? Ele vai incentivar o seu desenvolvimento intelectual ou vai negligenciá-lo? Ele vai valorizar suas opiniões e ouvir o que você está pensando ou vai ignorar os seus pensamentos? Ele vai te ajudar a controlar o estresse de modo que sua mente não fique tão sobrecarregada ou vai deixar você lutar com os problemas sozinha? Ele vai cuidar de você e ser atencioso se você estiver enfrentando tensão mental ou vai ignorá-la? Eu conheço uma mulher que pôde lidar com a gravidez e com o parto muito bem fisicamente, mas a depressão pós-parto exerceu um impacto enorme em sua mente. O marido ignorou isso, continuando a ter mais filhos, até que sua esposa acabou numa instituição para portadores de deficiência mental. Você pode pensar que o lado intelectual ou mental de um casamento é de pouca importância. Ele é mais importante do que você imagina! Considere-o seriamente.
5. Ele vai impactar os seus relacionamentos? Como é seu relacionamento com sua mãe? Seu pai? Você os ama? Seu namorado os ama? Imagine daqui a dez anos: você diz ao seu marido que sua mãe está vindo passar o fim de semana. Ele estará animado? Desapontado? Zangado? Fazendo piadas maldosas com seus amigos? Claro, o marido deve vir em primeiro lugar na sua prioridade de relacionamentos, assim como vocês dois devem deixar pai e mãe e se unirem, mas os pais ainda são uma grande parte do quadro. Quaisquer que sejam os sentimentos negativos dele sobre seus pais agora, provavelmente serão ampliados após o casamento, acredite! Seu casamento irá fortalecer ou prejudicar – até mesmo destruir – a sua relação com seus pais. As pessoas que te conhecem melhor e te amam, podem ser cortadas do seu convívio por um marido que as odeia. O mesmo acontece com irmãs e amigas. Elas serão bem-vindas em horários razoáveis em sua casa? O rapaz com quem você está irá encorajar seus relacionamentos saudáveis com outras mulheres, ou vai ficar com ciúmes de suas amizades? Ele vai ajudar você a aconselhar mulheres mais jovens e ser grato quando às mulheres mais velhas aconselharem você, ou ele vai depreciar essa prática? Não sacrifique bons relacionamentos por causa de um rapaz que não consegue valorizar as pessoas que você ama e que amam você. E o que a família dele pensa a seu respeito? Estão de acordo com este relacionamento? Tratam-na com amor, aceitação e carinho? Se a resposta for negativa, descarte a ideia imediatamente ou prepare-se para receber altas doses de rejeição (se é que isto é possível), colocando em risco sua saúde física, mental, espiritual e o seu próprio casamento.
Esta é apenas uma amostra das formas que um marido pode abençoar ou amaldiçoar sua esposa. Os efeitos são de longo alcance, de longa duração e podem ser maravilhosos ou insuportáveis. É verdade, não existem homens perfeitos, mas sim, existem grandes homens, verdadeiros homens de Deus! E é melhor estar solteira ao longo da vida do que casar com alguém que irá tornar sua vida um fardo. A solteirice pode ser ótima. O casamento com a pessoa errada um pesadelo!
Não esteja tão desesperada para se casar a ponto de deixar que seu casamento seja uma tristeza. Se você estiver em um casamento infeliz, existem maneiras de obter ajuda. Mas se você não é casada, não se coloque nesta situação. Não se case com alguém cuja liderança você não pode seguir. Não se case com alguém que não está buscando amá-la como Cristo amou a igreja. Case-se com alguém que conhece e demonstra o amor de Cristo, à você e aos que o cercam.”¹

As decisões e atitudes tomadas durante a vida de solteira são como peças de um quebra-cabeça que se encaixarão na sua vida de casada. Quem tem ouvidos para ouvir, ouça!

Daniela Marques
¹Pro Rebecca VanDoodewaard. Website: www.thechristianpundit.org. Original: It Matters Whom You Marry. Traduzido por Arielle Pedrosa e gentilmente cedido pelo blog Mulheres Piedosas. Por iPródigo.com. Original: Com quem você se casará é importante! (adaptado e comentado por Daniela Marques)