sexta-feira, 4 de maio de 2012

Sexo e busca por intimidade

Dr. Henry Brandt, na revista “Collegiate Challenge,”contou que existe uma síndrome, um padrão, percebido na visita de casais a ele. Geralmente, a pessoa diz: “No começo, sexo era algo emocionante. Mas depois, comecei a me sentir esquisito sobre mim mesmo e depois, sobre o(a) meu(a) parceiro(a). Nós discutíamos e brigávamos até que finalmente terminamos. Agora somos inimigos”.
Esta síndrome é o que chamo de “síndrome do dia seguinte”. Acordamos e percebemos que a intimidade não existe. O relacionamento sexual não nos satisfaz mais, e, no final, temos algo que não é o que realmente queríamos no começo. Tudo o que se tem são duas pessoas egoístas buscando satisfazer seus próprios desejos. Os elementos de amor e intimidade genuínos não podem ser obtidos “instantaneamente”, e a pessoa se encontra num estado de desequilíbrio, procurando por harmonia.
Cada um de nós tem cinco partes significativas nas nossas vidas. Temos a parte física, emocional, mental, social e espiritual. Todas essas cinco partes foram planejadas para trabalharem juntas em harmonia. Na nossa busca por intimidade, queremos a solução hoje, ou ontem. Um dos nossos problemas é que queremos gratificação “instantânea”. Para onde nós olhamos? Para o físico, mental, social ou espiritual? Olhamos sempre para o físico. É mais fácil ficar íntimo fisicamente de alguém do que emocional, mental, social ou espiritualmente. Você pode se tornar fisicamente íntimo de alguém do sexo oposto em uma hora, ou meia-hora, dependendo da urgência! Mas logo se descobre que sexo pode ser somente uma solução temporária para um desejo superficial. Existe uma necessidade muito mais profunda que ainda não foi satisfeita.
O que fazer quando a emoção acaba e quanto mais se faz sexo, menos se gosta? Racionalizamos dizendo: “Nós estamos apaixonados. Não, quero dizer que estamos realmente apaixonados”. Porém, ainda nos encontramos com sentimento de culpa e insatisfeitos. Nas universidades por toda a América encontro mulheres e homens buscando por intimidade, indo de um relacionamento para outro com uma esperança, “Desta vez vai dar certo. Desta vez vou encontrar um relacionamento que vai durar”.
Acredito que o que realmente queremos não é sexo. O que queremos é intimidade!
O que é Intimidade?
Hoje, a palavra intimidade tem recebido uma conotação sexual. Mas ela é muito mais que isso. Ela inclui todas as diferentes dimensões das nossas vidas – sim, inclui o físico, mas também o aspecto social, emocional, mental e espiritual da mesma forma. Intimidade significa realmente um compartilhar total de vida. Quem não teve uma vez ou outra o desejo de estar próximo, de se unir, de compartilhar a vida com alguém totalmente?
Marshal Hodge escreveu um livro chamado “Seu Medo de Amar”(Your Fear of Love). Nele ele conta: “Esperamos ansiosamente por momentos de expressões de amor, proximidade e carinho, mas, freqüentemente, ao atingirmos o ponto crítico, retrocedemos. Temos medo de proximidade. Temos medo de amar”. Mais adiante, no mesmo livro, Hodge afirma: “quanto mais próximo se chega de alguém, maior é a chance de haver dor”. É o medo da dor que sempre nos impede de encontrar intimidade verdadeira.
Estava dando uma série de palestras numa universidade no sul de Illinois, EUA. Depois de um dos encontros, uma mulher veio até a mim e disse: “Eu preciso contar pra você sobre os problemas do meu namorado”. Sentamos, e ela começou a contar sobre seus problemas. Depois de alguns instantes, ela fez a seguinte afirmação: “Agora, tomo atitudes que nunca irão deixar que eu me magoe de novo”. Eu disse para ela: “Em outras palavras, você esta tomando atitudes para nunca amar de novo”. Ela pensou que eu tinha entendido errado, então continuou. “Não, não é isso que estou dizendo. Eu só não quero mais me magoar. Não quero dor na minha vida”. Eu disse: “Está certo, você não quer amor na sua vida”. Veja, não existe essa coisa de “amor sem dor”. Quanto mais próximo se chega de alguém, maior é a chance de haver dor.
Estimaria que você – e quase 100% da população – diriam que já se magoaram em um relacionamento antes. A questão é: como você lida com essa mágoa? Com a intenção de camuflar a dor, muitos de nós dão às pessoas o que chamamos de “sinal duplo”. Dizemos para uma pessoa, “Olha, eu quero que você se aproxime de mim. Quero amar e ser amado. . . Mas espera um minuto, me magoaram antes. Não, não quero falar sobre esse assunto. Não quero ouvir sobre essas coisas”. Construímos uma muralha envolta do nosso coração para nos proteger de qualquer um que tente entrar e nos magoar. Mas esta mesma muralha que matem as pessoas fora, nos mantém trancados dentro. O resultado? A solidão encontra espaço e experimentar verdadeira intimidade e amor se torna impossível.
O que é Amor?
Amor é mais do que emoções e é muito mais do que um sentimento bom. Mas nossa sociedade tomou o que Deus disse sobre amor, sexo e intimidade e transformou em simples emoções e sentimentos. Deus descreve o amor com grandes detalhes na Bíblia, especialmente na Primeira Carta aos Coríntios, no capítulo 13. Para que você tenha uma compreensão total da definição que Deus dá sobre o amor, deixe-me apresentar os versículos quatro ao sete (1Coríntios 13:4-7) a você dessa maneira. Veja o quanto iria satisfazer as suas necessidades se uma pessoa amasse você da maneira que Deus disse que devemos ser amados:
Se essa pessoa lhe respondesse com paciência, gentileza, e não tivesse inveja de você?
Se essa pessoa não fosse metida ou orgulhosa?
Como seria se essa pessoa não fosse rude com você ou não buscasse seus próprios interesses ou se não ficasse irritada facilmente?
E se esta pessoa não guardasse registros dos seus erros?
Como seria se ela se recusasse a enganar, mas fosse sempre verdadeira com você?
E se esta pessoa protegesse você, confiasse em você, sempre esperasse coisas boas de você e perseverasse com você em meios aos conflitos.
É assim que Deus define o amor que Ele quer que experimentemos nos relacionamentos. Você vai notar que este tipo de amor é focalizado na outra pessoa. É dar, mais do que buscar os próprios interesses. Só que existe um problema. Quem pode pôr esse tipo amor em prática?
Para experimentarmos esse tipo de amor nos relacionamentos precisamos primeiro experimentar o amor de Deus por nós. Você nunca poderá demonstrar consistentemente esse amor por alguém se nunca experimentou ser amado desta maneira. Deus, que conhece você, que conhece tudo sobre você, ama você da maneira perfeita.
Deus nos conta através do antigo profeta Jeremias: “Eu a amei com amor eterno; com amor leal a atraí”.(Jeremias 31:3). Por isso, o amor de Deus por você nunca irá mudar.
Deus nos amou tanto que permitiu que Jesus Cristo fosse crucificado pelos nossos pecados para que nós pudéssemos ser considerados sem culpa. Nós lemos na Bíblia: “Porque Deus amou tanto o mundo que deu o seu Filho Unigênito, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna” (João 3:16). Quando nos voltamos para Deus e aceitamos o seu perdão, então começamos a experimentar Seu amor.
Deus diz que: “Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para perdoar os nossos pecados e nos purificar de toda injustiça” (1 João 1:9). Deus não somente perdoa os nossos pecados, mas também se esquece deles e nos limpa.
Não importa o que aconteça, Deus continua a nos amar. Geralmente, relacionamentos terminam quando algo neles é alterado, como um acidente grave ou a perda da posição financeira. Mas o amor de Deus não é baseado na nossa aparência física ou em quem ou o que somos.
Como você pode ver, o amor de Deus é totalmente diferente do que o que a sociedade diz. Você consegue imaginar um relacionamento com esse tipo de amor? Deus simplesmente nos diz que o seu perdão e amor são nossos, basta pedirmos. É um presente Dele para nós. Mas se recusarmos esse presente, nós somos os responsáveis por não encontrar uma verdadeira satisfação, uma verdadeira intimidade e um verdadeiro propósito na vida.
A resposta
O amor de Deus providencia a resposta. Tudo o que temos que fazer é responder a Ele com fé e comprometimento. A Bíblia conta sobre Jesus: “Contudo, aos que o receberam, aos que creram em seu nome, deu-lhes o direito de se tornarem filhos de Deus” (João 1:12) Deus deixou que Seu único Filho, Jesus, morresse em nosso lugar. Mas não é aqui que a história termina. Três dias depois, Jesus ressuscitou dos mortos. Sendo Deus, Ele está vivo hoje e quer colocar o amor dele no seu coração. Uma vez que você o recebe, você ficará impressionado com o que Ele vai fazer na sua vida e nos seus relacionamentos.
A palavra de Deus diz: “Quem crê no Filho (Jesus Cristo) tem a vida eterna; já quem rejeita o Filho, não verá a vida, mas a ira de Deus permanece sobre ele” (João 3:36). A vontade de Deus é que tenhamos vida, não somente por hoje, mas por toda a eternidade. Se escolhermos rejeitá-lo, então escolhemos receber a conseqüência do nosso pecado que é a morte, a separação eterna de Deus.
É o aceitar a Jesus Cristo, recebê-lo nas nossas vidas e confiar Nele que nos trás equilíbrio. Fé em Deus libera o perdão de Deus. Não é mais preciso se esconder, não é mais preciso fazer as coisas da nossa maneira. Ele estará sempre conosco. Nós temos paz com Ele. Depois que depositamos a nossa fé e dependência Nele. Seu perdão está disponível para nos limpar dos pecados mais profundos, do mais profundo egoísmo, do mais profundo problema ou luta que tivermos ou iremos enfrentar.
Intimidade que Satisfaz
Em toda a Bíblia, a atitude de Deus a respeito do sexo é muito clara. Deus reservou o sexo para o casamento; e para o casamento somente. Não porque Ele quer que nos sintamos miseráveis, mas porque quer proteger o nosso coração. Ele quer construir uma base segura para nós, para que, ao entrarmos no casamento, a intimidade seja baseada na segurança do amor e da sabedoria de Deus.
Quando confiamos nós mesmos a Jesus Cristo, Ele nos dá um novo amor e uma nova força dia após dia. Esse é o lugar onde a intimidade que procuramos é satisfeita. Deus dá um amor que nunca irá acabar, que não vai parar com o decorrer dos anos e com a mudança dos tempos. O Seu amor pode unir duas pessoas, com Ele no centro desta união. Em um relacionamento de namoro, enquanto se cresce junto, não somente espiritualmente, mas social, mental e emocionalmente, é possível ter um relacionamento honesto, amável e íntimo que é completo e empolgante! E quando o relacionamento vai adiante e resulta em casamento, a união sexual somente poderá enriquecer a fundação na qual já tinha sido estabelecida.
Você pode receber a Cristo agora mesmo em oração. Orar é falar com Deus. Deus conhece o seu coração e Ele está mais interessado na atitude do seu coração do que nas suas palavras. A oração seguinte serve como exemplo:“Jesus, eu preciso do Senhor. Obrigado por ter morrido na cruz por mim. Abro a porta da minha vida e O recebo como meu Salvador e Senhor. Obrigado por perdoar os meus pecados e me dar a vida eterna. Tome conta da minha vida e faça de mim a pessoa que deseja que eu seja.”
Esta oração expressa o desejo do seu coração? Se expressa, faça esta oração agora mesmo. Ao colocar sua fé em Cristo, Ele entrará na sua vida como prometeu. Você começará com Ele um relacionamento para a vida toda que irá crescer e ficar mais íntimo a medida que o conhecer melhor. E com Ele no centro deste relacionamento, sua vida terá uma nova dimensão – uma dimensão espiritual – que irá trazer mais harmonia e satisfação em todos os seus relacionamentos.

Sobre o autor: Dick Purnell já falou a estudantes em mais de 450 universidades. Ele é autor de 12 livros, incluindo Becoming a Friend and Lover e Free to Love Again: Coming to Terms with Sexual Regret.

(por Dick Purnell) Fonte: SuaEscolha

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Envergonhada…e não orgulhosa disso

Durante meu 2º ano do ensino médio, um nerd veterano desenvolveu uma paixonite por mim. No colégio eu não tinha problemas de ser amiga de um nerd. Apesar de eu não estar interessada nele, sexualmente falando. Ainda assim, eu não desencorajava a sua paixão por mim.
Eu continuava a rir de todas as piadas do John e eu, constantemente, dava-lhe um soco no braço, de brincadeira, achando que nada de mal poderia sair dessa situação. Infelizmente John interpretou todos os meus sinais erroneamente e começou a me perseguir de forma mais persistente. Me mandava flores e poemas, me convidava para o cinema, fazia insinuações sexuais, deixando o braço cair sobre o meu ombro e causando rumores que eu e John estávamos namorando. Eu havia perdido completamente o controle da situação.
Meu amigos, maldosos que eram, começaram e me provocar. Piadas de como eu ia acabar tirando a virgindade de pobres garotos em meio a gargalhadas se tornaram comuns. Depois de um tempo, eu comecei a culpar o John por todos esses problemas. Por que ele não percebia que eu não estava ao seu alcance?
Você se sente enojada por ler essa última frase? Eu me sentia. Mas deixe-me avisá-lo, só vai piorar.
Um dia, John me deu um presente que deve ter custado uma fortuna para um garoto do ensino médio. Era um pingente em formato de coração com diamantes encrustados, numa corrente de ouro. Quando ele me deu isso, ele tinha um sorriso abobalhado no rosto e disse-me que ele havia poupado dinheiro por três meses para poder comprar esse presente para mim. Foi nesse exato momento que eu explodi.
Eu joguei o cordão de lado e com muita raiva disse ao John que não queria aquilo. Disse-lhe que eu o odiava e que se nós fossemos as últimas pessoas no mundo, mesmo assim eu nunca iria namorar com ele. Eu o chamei de perdedor, fracote, retardado social. O seu rosto se contorcia enquanto eu maldosamente o humilhava, mas eu não podia me conter. Eu estava cheia de raiva,  ressentimento, culpa e constrangimento. Finalmente, John fracamente se defendeu, e com um sussurro rouco me insultou. Furiosa, eu o chamei de Zé Ruela e sai da biblioteca com o rosto vermelho de tanta raiva.
Eu procurei por meus amigos e recontei, com súbito remorso, como arrasei com o espírito do John. Eu achei que eles fossem ficar com nojo da minha crueldade, mas eles apenas riram e me incentivaram. Eles acharam o meu insulto final, ZÉ RUELA,  o auge da comédia e do humor. Desse momento em diante,  sempre que víamos John no corredor, gritávamos com sarcasmos para apenas lembrá-lo que ele era um ZÉ RUELA. Isso durou semanas.
Sempre que olho pra trás, eu relembro do rosto do John. Eu relembro o olhar de pavor que refletia dos seus olhos quando ele virava no corredor e percebia que nós estávamos lá. Eu recordo como a minha voz impiedosa e cruel soava, e relembro como nossa gargalhada zombeteira ecoava pelos corredores. Mais que tudo, eu me relembro como eu não podia resistir a mim mesma e como eu alegremente deixava algo nojento e odioso em mim me dominar simplesmente porque eu não podia encarar meus próprios erros e inadequações.
Nesse meio tempo, John me escreveu uma carta. Nela, ele me disse que ele já havia me achado bonita e inteligente. Ele disse que, inicialmente, se atraiu pela minha doçura e senso de humor. Ele disse que agora que me conhecia melhor, ele podia ver claramente que havia se enganado. Ele disse que meu comportamento me fez feia e que ele não queria ter mais nada comigo. E pediu para eu deixá-lo em paz.
Durante o almoço, eu reli a carta para os meus amigos. Nós todos rimos e gargalhamos, e procuramos por todos os erros de ortografia e de gramatica. Meus amigos me perguntaram como eu me sentia tendo meu primeiro perseguidor e eu fiz uma piadinha boba sobre como dormia com um taco de baseball ao meu lado.
Mas por dentro? Por dentro eu me sentia envergonhada. Aquele rapaz me achava bonita e eu o humilhei. Ele me achava inteligente e eu o degradei. Ele me achava doce, divertida e gentil e eu o humilhei na frente de várias pessoas. O único erro daquele rapaz foi que ele foi gentil comigo e eu respondi o fazendo se arrepender disso.
Eu, que sempre se orgulhei de ser uma boa pessoa e fazer a coisa certa, sucumbi a um grupo de mentalidade perversa e crueldade sem tamanho. Eu me perguntava o que há com as pessoas que sempre sentem a necessidade de estabelecer uma hierarquia. Que direito eu tinha de determinar que eu estava fora do alcance do John? O que faltava em mim que me fazia me sentir melhor degradando outra pessoa? Que tipo de pessoa eu era retribuindo a gentileza de alguém cuspindo-lhe no rosto? Eu sentia que se meu pai estivesse vivo para ver tudo que havia feito, ele teria virado as costas para mim.
Eu mantive a carta do John por todos esses anos. Eu a mantive porque me machuca lê-la. Ela é um lembrete de que uma pessoa um dia me achou inteligente e bonita,mas meu comportamento a fez mudar de idéia. Quando estou me sentindo realmente mal sobre o sentido da minha vida, e a releio e e penso comigo mesma que um dia houve um rapaz que eu abusei para não mostrar as falhas inativas do meu caráter. Quando eu a guardo, faço um voto silencioso de ser gentil com que for comigo. Algumas vezes eu falho com outros e fazendo isso, falho comigo também. Eu acredito que durante toda a minha vida, haverão muitas outras falhas. Meu maior medo é que as duras observações do John sobre meu caráter ainda sejam verdades até hoje.
Todos nós sentimos vergonha de algo sobre a nossa vida. E isso vai muito além de tratar alguém mal no colégio. Pode ser a vergonha de um abuso sexual que nos infligiram. Ou maus hábitos que desenvolvemos. Ou a constante consciência que somos menos que os outros vêem. E nessa luta com a nossa vergonha, nós podermos evitar especialmente Deus, crendo que Deus só nos fará sentir pior.
Como uma pessoa colocou “Se o seu Deus existisse, eu me pergunto se ele se preocuparia comigo. Eu fiz algumas coisas bem estúpidas na minha vida. Meu pensamento é que Ele desviaria o olhar com desdém e completo e total desapontamento.”
Isso é verdade? A luz do fato que Deus nos vê totalmente, então como Ele nos vê?
Deus disse que conhece “os pensamentos e intenções do coração. Nada, em toda criação, está oculta aos de Deus. Tudo está descoberto e exposto diante daquele a quem havemos de prestar contas.” (Hebreus 4. 12,13) De uma maneira estranha, isso é confortante. Ao menos existe uma pessoa que realmente sabe de tudo, cada detalhe sobre nós. Deus é a única pessoa para quem não precisamos esconder nossos segredos. Ele sabe de tudo. Abaixe a guarda.
Essa próxima consideração pode te surpreender. Deus diz que ele “se compadece das nossa fraquezas.”(Hebreus 4.15,16) Deus não espera que sejamos perfeitos. Nós nunca iremos nos comportar perfeitamente bem, ou tratar os outros perfeitamente. Isso seria o correto a se fazer. Mas nenhum de nós é justo. Nós mentimos, menosprezamos, criticamos, somos impacientes, arrogantes. Nós temos pensamentos horríveis com outros, e nos envolvemos com coisas que não gostaríamos que ninguém nos visse fazendo.
Algumas pessoas acham que se nós tivéssemos mais conhecimento dos Dez Mandamentos nós agiríamos melhor. O pensamento deles é que nós precisamos ser lembrados a não mentir, a não adulterar, a não matar. Contudo, os Dez Mandamentos não irão nos fazer uma pessoa melhor, não importa o quão proeminente eles sejam exibidos. Deus nos diz que o propósito dos mandamentos, isto é, da Lei: “ninguém será declarado justo diante dele baseando-se na obediência da à Lei, pois é mediante a Lei que nos tornamos plenamente conscientes do pecado.” (Romanos 3.20) Tentar viver de acordo com os mandamentos de Deus não irá nos livrar da culpa, mas provavelmente irá aumentá-la. Este não é o caminho para superar a vergonha.
Tornar-se um religioso também não é a resposta. Há uma atração atualmente em se seguir rituais religiosos rígidos. Quanto mais rígido melhor. O mais radical, o mais devoto. Esta abordagem distorce a submissão, porque fala a nosso respeito em fazemos, em sermos diligentes.  Mas nos sujeitarmos a hábitos religiosos é uma esperança vazia. Isto tem pouco resultado em nos livrar da vergonha, do pecado ou dos nossos fardos internos.
O único caminho para liberta-se da vergonha é convencer-se que você é totalmente amado. Deus, que conhece cada detalhe sobre você, o convinda a conhecer seu amor.
Jesus nos convida a ter um relacionamento com ele, “Vinde a mim, todos os que estão cansados e sobrecarregados, e eu lhes darei descanso. Tomem sobre vocês o meu jugo [um boi mais fraco seria emparelhado com um boi mais forte] e aprendam de mim, pois sou manso e humilde de coração, e vocês encontrarão descanso para as suas almas. Pois o meu jugo é suave e o meu fardo é leve.” (Mateus 11.28-30)
Ele pode nos libertar da vergonha que carregamos e mudar profundamente a nossa percepção sobre nós mesmos.
Tome o exemplo desta mulher judia do Oriente Médio, descrita no Evangelho de João. Ela já havia se casado cinco vezes, e decidiu que desta vez só iria viver com o cara.  Todos no vilarejo a conheciam, e provavelmente falavam dela. Sentindo-se tão excluída, ela tinha que ir ao poço buscar água no horário do dia quando ninguém mais pudesse estar lá. Jesus, contudo, esperou por ela no poço. E disse a ela como que ela poderia ter a vida eterna. Ela ficou tão comovida com a conversa, que ela persuadiu a todos no vilarejo a irem conhecer Jesus. Isto é uma mudança e tanto, de evitar as pessoas a desejar se dirigir a cidade inteira. Você sabia que Jesus pode lhe dar esse tipo de liberdade?
No Evangelho de João, havia uma mulher pega em adultério e que foi arrastada diante de uma furiosa multidão que estava pronta para apedrejá-la até a morte. Eles pediram a Jesus que desse a sentença. Ele respondeu que a pessoa sem pecado atirasse a primeira pedra. “Os que o ouviram foram saindo, um de cada vez, começando pelos mais velhos. Jesus ficou só, com a mulher em pé diante dele. Então Jesus pôs-se em pé e perguntou-lhe: ‘Mulher, onde estão eles? Ninguém a condenou?’ ‘Ninguém, Senhor’, disse ela. Declarou Jesus: ‘Eu também não a condeno. Agora vá e abandone a sua vida de pecado.’” (João 8.9-11) É através de Jesus que podemos também obter perdão, uma ficha completamente limpa. Uma vida muito diferente. Você alguma vez já se perguntou o que Deus pensa sobre você? Aqui está uma amostra de como Jesus nos vê: “Ao ver as multidões, teve compaixão delas, porque estavam aflitas e desamparadas, como ovelhas sem pastor.”(Mateus 9.36) Ninguém se importava com eles. Ninguém os guiava, os protegia. Ninguém supria as suas necessidades.
Você compreende que é assim que Jesus te vê? Aflito e desamparado, como ovelha sem pastor. Em resposta as suas necessidades, Jesus nos diz, “Eu sou o bom pastor. O bom pastor dá a vida pelas ovelhas. O assalariado…quando vê que o lobo vem, abandona as ovelhas…Ele foge porque é assalariado e não se importa com as ovelhas. Eu sou o bom pastor.” (João 10.11-14) Aquele que verdadeiramente se importa com você. “Eu vim para que tenham vida e a tenham plenamente.”(João 10.10)
Mais que qualquer outro, Jesus é aquele a quem devemos ir nos momentos de vergonha e falhas pessoais, quando outros pecam contra nós. Jesus não está pedindo para superarmos a nossa vergonha. Ele está pedindo para ser o nosso pastor.
Ele é capaz de colocar a nossa vergonha no passado, “Vocês estavam mortos em suas transgressões e pecados, nos quais costumavam viver…” (Efésios 2.1,2) Ele não está dizendo isto “Se esforce mais. Seja uma ovelha melhor.” Ao invés disso, “Todavia, Deus que é rico em misericórdia, pelo grande amor com que nos amou, deu-nos vida com Cristo… para mostrar… a incomparável riqueza da sua graça, demonstrada em sua bondade para conosco em Cristo Jesus. Pois vocês são salvos pela graça, por meio da fé, e isto não vem de vocês, é dom de Deus; não por obras, para que ninguém se glorie.” (Efésios 2.4-9)
Se você gostaria de conhecer a Deus de maneira mais intima, ele oferece a você um relacionamento com Ele.
(traduzido por Soraya Gomes, revisado por Rosa Boldrido)  Fonte: SuaEscolha


Acho que quero convidar Jesus para entrar na minha vida, por favor me explique melhor…

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Como Evitar um Caso Extra-conjugal

Este artigo tem por finalidade apresentar alguns princípios bíblicos para evitar um caso extra-conjugal, destruir um lar e como combater as artimanhas de satanás. Estude-o, divulgue-o e faça um bom proveito para a sua vida espiritual. Certamente você será muito abençoado se seguir os princípios aqui descritos.
Saia com sua família

Quando você sair em atividades sociais, guarde a sua companhia. Fique com seu companheiro (seu marido, esposa ou amigos). Se você está com um grupo, fique com eles. Um conhecido e amplamente divulgado caso de tentativa de estupro resultou de um homem que encontrou-se com uma mulher que ele não conhecia em um local de divertimento público.

Guarde os seus intervalos de café

Também guarde os seus intervalos de café ou de lanche quando você está no trabalho. Tenha cuidado com o tempo e as conversas junto ao bebedouro ou na lanchonete. Todos os tipos de contatos inocentes podem se tornar ocasiões para envolvimentos sérios se eles não estiverem sob controle. Eu poderia contar-lhe trágicas histórias que ouvi em aconselhamento pastoral (mas não compartilharia aquilo que foi falado confidencialmente), tragédias que começaram com "inocentes flertes" de contatos no escritório ou no trabalho. 

Evite pessoas à toa

Eu lhe digo para você não gastar muito tempo em volta de pessoas à toa ou disponíveis. Pode-se identificar por palavras ou ações a pessoa que está voluntária a se envolver em um caso sexual com você. Se você reconhecer que se trata de um envolvimento em potencial, e particularmente, se você sente uma atração por aquela pessoa, siga o conselho dado ao jovem Timóteo pelo apóstolo Paulo, "Corra" (II Timóteo 2:22). As mais puras resoluções podem falhar quando a tentação é grande. Mantenha-se longe da tentação.

Faça seu tempo produtivo

Existem duas coisas que você pode fazer com seu tempo livre para que seja mais produtivo.

1- Passe seu tempo livre com sua família. Muitos pais gastam tão pouco tempo de qualidade com seus filhos e um com o outro, isto contribui para a quebra do casamento e do lar. Dê tempo à sua família em amizade casual, em recreação, em entretenimento, em trabalho produtivo em volta da casa... Apenas dê um pouco de atenção a isso e você encontrará muitas coisas que você e sua família podem fazer juntos para sua mútua alegria.

2- Dedique seu tempo livre para as coisas de Deus. Deus decretou que um dia em sete deveria ser dado a Ele e determinou que se observasse o Dia do Sábado para o descanso. Mas você pode dedicar mais do que isso para Ele. Ajude alguns idosos em suas casas. Visite algumas pessoas nos hospitais ou em repouso domiciliar. Apare a grama. Asse um bolo. Saia com as crianças para se divertir com elas. Demonstre interesse pessoal um no outro, e ambos irão crescer como resultado desse envolvimento. Davi nunca teria se tornado um adúltero com Bate-Seba ou assassino de seu marido se ele tivesse guardado o seu tempo livre. Você pode se prevenir do pecado sexual se você guardar o seu tempo livre. Tome a resolução de ser puro. Comece hoje.

Controle seus olhos

Howard A. Walter, escritor americano, escreveu estas palavras em um dos grandes hinos cristãos: " Eu serei verdadeiro, porque há aqueles que confiam em mim; Eu serei puro, porque há aqueles que se preocupam comigo; Eu serei forte, porque há muito por que sofrer; Eu serei bravo, porque há muito que fazer." Me lembro dessa canção ao considerar esse assunto que estamos tratando, "Como Evitar um Caso Extraconjugal".

Deixe a pessoa que está tentada na área sexual se lembrar dessas palavras: "Eu serei puro porque há aqueles que se preocupam comigo; Eu serei verdadeiro, porque há aqueles que confiam em mim." Envolver-se em pecado sexual é trair a confiança daqueles que confiam em nós e quebrar os corações daqueles que se preocupam por nós. Uma coisa não é correta só porque parece que não machuca alguém e está de acordo com os parâmetros de pessoas adultas. Uma coisa é correta quando ela concorda e está de acordo com a natureza e o propósito de Deus, aí sim ela está correta.

A Bíblia fala tão claramente contra os pecados sexuais que inclusive pronuncia a pena de morte para o adultério (Lv 20:10), porém, a opinião humana os considera simples pecados. Precisamos encontrar uma resposta para a pergunta. "Como posso evitar o envolvimento em pecados sexuais em nossa sociedade tão permissiva?" Já chamei sua atenção para a experiência de Davi, um antigo Rei de Israel, e seu caso adúltero com Bate-Seba, a mulher de um soldado de seu exército. Nós vimos princípios que o rei violou: "se você quiser se manter puro, guarde seu tempo de lazer", e "se você quer se manter puro, controle seus olhos." A Bíblia diz que Davi estava andando na varanda de seu palácio no frescor do anoitecer quando, de sua elevada posição, ele olhou através da janela de uma casa da vizinhança e viu uma bonita mulher que se banhava. Daquele olhar seguiram cobiça, sedução, decepção e finalmente assassinato.

Quão diferente seria se tão somente Davi controlasse seus olhos! Há um ditado que diz: "Os olhos são as janelas da alma." Aquilo que permitimos que entre pelas janelas dos olhos tem uma tremenda influência sobre nós. É esta a razão pela qual nós viramos o rosto de algo que repelimos ou nos amedronta. Nós nos delatamos a nós mesmos pela maneira que controlamos os nossos olhos ou aquilo que olhamos em volta. Uma vez Davi orou: "Desvia os meus olhos de contemplarem a vaidade; preserva a minha vida segundo a tua palavra" (Salmos 119:37). Porém ele se esqueceu do que tinha orado quando olhou para Bate-Seba. A Bíblia diz que ela "era mui formosa" (II Samuel 11:2). Acho que o olhar de Davi não foi um simples olhar de relance, o qual ele teria se virado para o lado em respeito a ela e sem intenção de ter invadido a sua privacidade. Ele a observou. Ele fixou-se nela. Ele fantasiou um possível envolvimento sexual com ela e a seguiu com seus olhos. Ali foi a sua queda. Ele não controlou os seus olhos. Não creio que Bate-Seba era uma mulher sedutora que se banhava propositadamente em um local visível para chamar a atenção do rei. Ela estava na sua casa. Ela só poderia ser vista da varanda elevada do palácio e não percebeu que estava sendo observada.

O olhar de Davi foi uma intrusão em seu lar. Era como se estivesse dando uma espiadela pela janela da vizinha. O que ele fez era uma coisa indigna para um rei, para um homem que reverenciava a Deus e um homem que era responsável pelo bem-estar de todo o povo de sua nação. A conseqüência de sua queda foi não controlar seus olhos.

Espero que você tenha sido abençoado. Deixe que os princípios bíblicos aqui apresentados orientem a sua vida conjugal na direção desejada por Deus.

Autor:Robson Nascimento.

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Teólogo muçulmano autoriza mulheres solteiras a praticarem masturbação para não caírem em pecado

O conceituado ulemá (teólogo islamita) Abdelbari Zemzemi, um marroquino que é considerado polêmico por suas posições a respeito da lei islâmica Sharia, afirmou que mulheres solteiras que não conseguem controlar sua libido, podem se masturbar usando “cenouras ou garrafas”.
Zemzemi afirmou que “o uso de uma cenoura ou uma garrafa está autorizada pelos ulemás e a Sharia”. Ele ressaltou que essa orientação é para situações específicas: “diz respeito a casos excepcionais: mulheres solteiras que não querem manter relações sexuais sem se casar e têm dificuldade de controlar sua libido”.
O ulemá é um ex-deputado e presidente de uma associação religiosa no Marrocos, e acha normal que suas declarações causem espanto, “pois a sexualidade é um tema tabu no Marrocos”.

Ele defende-se afirmando que a “sharia evoca esses temas íntimos com muita liberdade e o objetivo é evitar as relações sexuais fora do matrimônio”. De acordo com informações do blog O Contorno da Sombra, pela lei do Islã a masturbação é uma prática proibida, porém algumas escolas aceitam sua prática, alegando que “entre dois males, é melhor escolher o menor”.
É nesse ponto que Zemzemi baseia seu argumento de que se uma mulher solteira não consegue controlar seus instintos, é melhor que ela se masturbe usando os tais acessórios, do que caia em Zina (pecado).
Fonte: Gospel+ Publicado por Tiago Chagas